Atividade no Centro de Recuperação Árvore da Vida ofereceu testes, orientações, tratamento e distribuição de mosquiteiros para moradores de uma região
A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) realizou uma ação de prevenção e enfrentamento à malária no Centro de Recuperação Árvore da Vida, localizado na zona rural de Porto Velho (RO). A iniciativa incluiu testes para diagnóstico, oferta de tratamento, distribuição de mosquiteiros e orientações sobre os sintomas, a transmissão e as formas de prevenção da doença.
O local foi escolhido após um levantamento das áreas com maior ocorrência de malária no município. Segundo a Diretoria de Vigilância em Saúde, os ramais da Bacia Leiteira, do Boto e da Arara estão entre os pontos com maior número de registros da doença na capital.
A ação também busca facilitar o acesso aos serviços de saúde para pessoas que vivem em regiões de mata e enfrentam dificuldades para se deslocar até unidades de atendimento.
De acordo com o agente de saúde Franciclei Dias, a localidade já apresentou uma incidência elevada de malária há cerca de dois anos. Desde então, o trabalho de prevenção e monitoramento foi intensificado, com equipes atuando praticamente todos os dias, inclusive aos fins de semana.
Testes e distribuição de mosquiteiros
Além da realização de exames e da oferta de atendimento aos possíveis casos, a atividade contou com a instalação e distribuição de mosquiteiros impregnados com inseticida. O equipamento funciona como uma barreira de proteção contra os mosquitos transmissores da malária e é utilizado especialmente em áreas onde a população vive próxima à mata.
A agente de saúde Rosilene Rufato explicou que as equipes de combate às endemias já acompanham regularmente a região. A ação no centro de recuperação foi organizada como parte das atividades relacionadas ao Dia da Malária nas Américas, com foco na educação em saúde, prevenção e diagnóstico.
O Centro de Recuperação Árvore da Vida atende aproximadamente 80 pessoas. Para o diretor da instituição, José Francisco, a presença das equipes é importante porque muitos acolhidos enfrentam dificuldades financeiras e não têm condições de se deslocar até os serviços de saúde.
Ele relatou que, em algumas situações, é necessário transportar duas ou três pessoas de uma vez, mas a falta de recursos para abastecer o veículo dificulta o deslocamento.
Região concentra casos de malária
Segundo Geisa Brasil, diretora do Departamento de Vigilância em Saúde, a área rural próxima à zona urbana de Porto Velho concentra um número expressivo de casos da doença. Os ramais da Bacia Leiteira, do Boto e da Arara estão entre os locais com maior incidência no município.
A busca ativa por pessoas com possíveis sintomas e a oferta de diagnóstico fazem parte das estratégias para identificar os casos rapidamente, iniciar o tratamento adequado e interromper a cadeia de transmissão da malária.
Pedro Silva – Portal SGC


