Sexta-feira, Outubro 23, 2026
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Homem que matou ex-companheira e amigo dela na frente da filha é condenado a 72 anos de prisão em Porto Velho

Tribunal do Júri reconheceu feminicídio e homicídio qualificado cometidos por Vinicius Wallace; homem acusado de prestar auxílio na fuga foi absolvido pelos jurados.

O Tribunal do Júri da Comarca de Porto Velho condenou Vinicius Wallace do Casal Marinho a 72 anos de prisão em regime inicial fechado pelo duplo homicídio da ex-companheira, Jaiane Lemos de Souza Neto, de 27 anos, e do amigo dela, Everaldo Oliveira Santos, de 34 anos. O julgamento foi concluído na noite de quinta-feira, dia 22 de outubro de 2026, após dois dias de sessão plenária na capital rondoniense.

Na mesma decisão, os jurados acolheram a tese da defesa e absolveram Railson Ferreira da Silva, que respondia ao processo sob a acusação de ter prestado auxílio na fuga de Vinicius ao conduzir o veículo utilizado no dia dos fatos. Diante do veredito de absolvição, a Justiça determinou a revogação da prisão preventiva de Railson e a expedição do respectivo alvará de soltura.

O crime ocorreu no dia 25 de maio de 2024, na residência de Jaiane, localizada no bairro Nova Floresta, na zona Sul de Porto Velho. Conforme os autos do processo, Vinicius invadiu o imóvel após danificar estruturas de proteção e quebrar a porta de vidro de entrada. Na sequência, efetuou dois disparos de arma de fogo no peito de Jaiane, que segurava no colo a filha do casal, de apenas 1 ano e 8 meses na ocasião.

Após balear a ex-companheira, o agressor arrombou a porta de um dos quartos e efetuou sete disparos contra Everaldo, que também morreu no local. O Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras de feminicídio quanto à morte de Jaiane e de homicídio qualificado em relação a Everaldo, incluindo motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa das vítimas.

Na fixação da pena, o juiz presidente da sessão estabeleceu 45 anos de reclusão pelo assassinato de Jaiane e 27 anos pela morte de Everaldo, somando 72 anos de pena privativa de liberdade. O magistrado destacou o agravamento pelo fato de a mãe ter sido executada na presença da filha bebê, além do impacto sobre os dois filhos deixados por Everaldo. Vinicius teve a prisão mantida e não poderá recorrer da sentença em liberdade.

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