Poluição provocada pelas queimadas mantém a capital amazonense em alerta;
Manaus voltou a amanhecer encoberta pela fumaça nesta segunda-feira (12), em meio ao avanço das queimadas no Amazonas. A capital registra o quinto dia consecutivo com a pior qualidade do ar do Brasil, conforme o cenário de poluição atmosférica observado nos últimos dias.
A presença de fumaça tem provocado preocupação entre os moradores, principalmente pelos riscos à saúde. O material particulado fino presente no ar pode causar irritação nos olhos, tosse, falta de ar e agravar problemas respiratórios, especialmente entre crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças preexistentes.
O problema também atinge municípios da Região Metropolitana de Manaus. No domingo (11), estações de monitoramento do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), registraram níveis de qualidade do ar classificados como péssimos em cidades como Careiro da Várzea, Careiro e Manaquiri.
Queimadas agravam a situação
O aumento dos focos de incêndio no estado contribui para a intensificação da fumaça. Dados divulgados recentemente apontam crescimento expressivo das ocorrências em comparação com o mesmo período do ano passado.
A combinação de vegetação seca, baixa umidade e incêndios favorece a propagação do fogo e dificulta a melhora da qualidade do ar. A fumaça pode ser transportada pelo vento por longas distâncias, atingindo áreas urbanas mesmo quando os focos estão localizados em outros municípios.
Diante do cenário, órgãos públicos reforçam as orientações para reduzir a exposição à poluição. Entre as recomendações estão evitar atividades físicas ao ar livre, manter-se hidratado e utilizar máscaras do tipo PFF2 em ambientes com concentração elevada de fumaça.
A população também deve acompanhar os alertas oficiais e procurar atendimento médico em caso de falta de ar ou agravamento de sintomas respiratórios.
Portal SGC-AM
