Decreto de situação de emergência foi assinado em 1º de outubro e tem validade de 180 dias
A estiagem afeta 85 localidades de Porto Velho, atingindo 7.442 famílias, o equivalente a quase 23 mil pessoas. Entre os moradores afetados estão 517 indígenas de cinco aldeias.
A situação de emergência foi decretada pelo município no dia 1º de outubro, com validade de 180 dias. Segundo a Defesa Civil, o monitoramento das áreas afetadas ocorre desde o início do ano, quando começaram a ser identificados pontos de seca e dificuldades enfrentadas por comunidades ribeirinhas.
De acordo com o órgão, os efeitos da estiagem foram agravados pelo fenômeno El Niño.
Situação de emergência
A classificação da emergência como nível 2 permite que o município solicite recursos complementares ao Estado e à União. Segundo a Defesa Civil, a medida é necessária porque o município não possui capacidade para atender sozinho todas as famílias afetadas.
Entre as prioridades estão o fornecimento de água potável, assistência humanitária e a instalação de estruturas para captação e tratamento de água.

Duas instalações de filtros que captam e tratam água diretamente dos rios foram concluídas recentemente nas comunidades de Firmeza e Ilha de Assumpção. O equipamento permite que os moradores tenham maior autonomia no acesso à água. Há cerca de um mês, uma estrutura semelhante foi instalada em Ilha Nova.
Impactos nas comunidades
Com o nível dos rios cada vez mais baixo, a estiagem já alterou a rotina das comunidades afetadas. O acesso à água e o deslocamento estão entre as principais dificuldades enfrentadas pelos moradores.
A Defesa Civil Municipal reforça o atendimento durante o período de seca e orienta que moradores do médio, baixo e alto Madeira que enfrentarem situações atípicas acionem o órgão.
A Defesa Civil atende pelo telefone 199 e também pelo WhatsApp (69) 98473-2112.
O órgão também recebe doações destinadas às famílias atingidas. A Prefeitura busca ainda recursos federais para ampliar o fornecimento de água, alimentos e outras ações de assistência nas localidades afetadas.
Natália Figueiredo – Portal SGC


