A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido de tutela de urgência do Vasco da Gama para utilizar o Maracanã na partida contra o Boca Juniors-ARG, pela semifinal da Copa Sul-Americana, marcada para 20 de outubro. A decisão, proferida pela juíza Adriana Marques dos Santos Laia Franco, baseou-se em divergências técnicas sobre as condições do gramado.
A magistrada apontou que os laudos apresentados pelo clube cruzmaltino e pela concessionária Fla-Flu Serviços divergiam quanto à preservação do campo. Enquanto o Vasco defendia a viabilidade do jogo, a administração do estádio argumentava que a realização da partida resultaria em um intervalo inferior ao recomendado de 72 horas entre jogos.
Para a juíza, o impasse técnico impede uma resolução liminar imediata, necessitando de uma avaliação especializada ou prova pericial no decorrer do processo. Com a decisão desfavorável em primeira instância, o clube carioca pode interpor recurso junto ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Posicionamento da Polícia Militar
A Polícia Militar havia recomendado o Maracanã em comparação a São Januário, mas a magistrada ponderou a existência de outro registro da corporação que apontava a viabilidade de sediar o evento no Estádio Nilton Santos. Isso significa que, para a juíza, não havia um consenso absoluto da PM sobre a exclusividade do Maracanã.
Conmebol pressiona por definição
A Conmebol estabeleceu esta segunda-feira (5) como prazo limite para o Vasco indicar o estádio que receberá a partida, visando a organização da venda de ingressos para os visitantes do Boca Juniors. O primeiro confronto da semifinal está agendado para 13 de outubro, às 21h30 (de Brasília), na Bombonera, em Buenos Aires.
cnnbrasil
