Gov. Jorge Teixeira: mulher perde R$ 7 mil após golpe envolvendo suposto pagamento para liberar aposentadoria

Uma mulher procurou a Polícia Militar nesta quinta-feira (17), em Governador Jorge Teixeira, após ser vítima de um golpe que, segundo o registro da ocorrência, envolveu a promessa de liberação de aproximadamente R$ 300 mil referentes a processos de aposentadoria.

De acordo com o relato apresentado à polícia, a vítima recebeu uma ligação de uma pessoa desconhecida que se identificou como assessor de uma advogada. O homem teria informado que estava tratando de processos relacionados à aposentadoria da mulher e afirmou que ela teria cerca de R$ 300 mil para receber.

Para que o suposto valor fosse liberado, o interlocutor teria solicitado inicialmente um pagamento de R$ 2 mil. Acreditando na informação, a vítima realizou uma transferência via PIX para a conta indicada.

Posteriormente, o suspeito voltou a entrar em contato e informou que seria necessário realizar um novo pagamento, desta vez de R$ 5 mil, para concluir a suposta liberação do dinheiro. Conforme o registro policial, esse segundo valor foi transferido de forma fracionada.

Após receber os pagamentos, o suspeito interrompeu o contato e bloqueou a vítima, impossibilitando novas tentativas de comunicação.

Desconfiada da situação, a mulher procurou uma cooperativa de crédito, onde relatou o ocorrido a um atendente. Após verificar as informações, ela foi orientada a procurar a Polícia Militar, pois poderia ter sido vítima de um golpe.

A ocorrência foi registrada na manhã desta quinta-feira, na região central de Governador Jorge Teixeira, para documentação e apuração dos fatos.

Segundo a polícia, a situação apresenta, em tese, características de estelionato, crime previsto no artigo 171 do Código Penal, quando alguém obtém vantagem ilícita mediante fraude e indução da vítima em erro.

O caso deverá ser encaminhado para as providências de investigação pelas autoridades competentes. A ocorrência também serve de alerta para golpes em que criminosos utilizam informações sobre aposentadorias, processos judiciais ou supostos valores a receber para convencer vítimas a realizar pagamentos antecipados.

As autoridades orientam que pessoas que receberem contatos desse tipo confirmem diretamente com os órgãos, advogados ou instituições responsáveis antes de realizar qualquer transferência ou pagamento.

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