O atual secretário de saúde de Rondônia, Edilton Oliveira dos Santos deverá compor o time de secretários do candidato a governador Adailton Fúria em um eventual governo do Peessedista. O Médico neurocirurgião e neurorradiologista assumiu o comando da Sesau no dia 11 de março deste ano, com a desincompatibilização do Coronel Jefferson Rocha, que deixou o cargo para disputar as eleições.
Edilton é de Cacoal e é uma indicação pessoal do próprio Fúria na negociação que aceitou que Marcos Rocha conseguisse se filiar a um partido para se candidatar ao senado depois de deixar o União Brasil. Rocha se filiou ao PSD, assumiu a presidência do partido numa articulação feita pelo ex-senador Expedito Junior, mas acabou não renunciado ao mandato no prazo legal eleitoral, mas manteve o compromisso assumido com Fúria de manter o indicado no cargo.
Junto com a segurança pública, a saúde de Rondônia é o pior problema da atual administração e Fúria aposta no trabalho de Edilton como continuidade aos projetos de saúde pública que o governo atual mantém. Mesmo Fúria negando estar ligado ao governo do estado e os compromissos assumidos por Rocha com as indicações de Fúria vem sendo mantidos, inclusive com apoio de grande parte dos servidores comissionados do governo, que apostam na eleição de fúria para continuarem nos cargos que ocupam.
Por ser da cota pessoal de Fúria, Edilton teria assumido a Sesau com o compromisso do candidato em mantê-lo em um eventual governo nos próximos quatro anos. Tanto que abriu mão da sua clínica em Cacoal e alguns contratos com órgãos públicos e particulares, transferiu residência para Porto Velho, para receber pouco mais de R$ 30 mil por mês como remuneração como secretário de estado.
Desde que assumiu o comando da Sesau, Edilton não mostrou nenhuma melhora no serviço de saúde pública no estado. O Heuro de Cacoal enfrenta sérios problemas, o Hospital Regional de Cacoal vive uma situação difícil, o Hospital João Paulo II continua superlotado, falta medicamentos e profissionais no Hospital de Base e os hospitais particulares que possuem convênio com o governo do estado estão reclamando da falta de pagamento pelos serviços prestados.
Embora o secretário afirme que houve uma evolução na saúde de Rondônia nos últimos meses, na prática não é o que se apresenta. Recentemente o prefeito da capital, Léo Mores reclamou que os problemas no atendimento nos hospitais do estado estão gerando problema de superlotação nas Unidades de Pronto Atendimento (Upas) e nas Unidades Básicas de saúde (UBS).
Assessoria


