Segunda-feira, Agosto 24, 2026

Preços dos alimentos caem em julho, mas leite sobe 4,1% no Brasil

Dados da Neogrid apontam que valores dos ovos e legumes recuaram, mas o leite ainda pesa no bolso do consumidor.

Os preços de parte dos alimentos recuaram em julho e ajudaram a aliviar a cesta de compras dos brasileiros, mas o movimento ainda está longe de ser generalizado. E, mais, ele não chegou ao agronegócio. Enquanto legumes e ovos ficaram mais baratos, produtos como leite UHT e massas alimentícias registraram alta no varejo.

Levantamento da Neogrid mostra que na média nacional, os legumes ficaram 9,8% mais baratos em julho em relação a junho, enquanto os ovos tiveram queda de 5,3%. Também houve redução nos preços médios de óleo e café, que recuaram, respectivamente, 1,3% e 0,8% no país.

Na outra ponta, o leite UHT subiu 4,1% no mês. Massas alimentícias secas tiveram alta de 2,5%, enquanto a massa de tomate avançou 2,4%.

O cenário também aparece no comportamento da inflação. O IPCA passou de uma alta de 0,16% em junho para 0,07% em julho, enquanto a alimentação no domicílio recuou 1,14% no mês. A queda foi influenciada principalmente por produtos como tomate, batata e cenoura.

Agro sente diferenças regionais

Para o agronegócio, os números mostram que não há uma tendência única para os preços dos alimentos. As diferenças regionais são expressivas, especialmente entre produtos de origem vegetal e animal, mostram os números da Neogrid.

Os legumes, por exemplo, tiveram queda em todas as regiões pesquisadas. O recuo foi de 13,9% no Nordeste, 12,9% no Centro-Oeste, 11,9% no Sudeste, 9,2% no Sul e 2,3% no Norte.

Essa baixa no varejo não permite concluir, isoladamente, que houve uma redução equivalente na remuneração do produtor.

O comportamento dos ovos foi ainda mais heterogêneo. O produto caiu 19,1% no Centro-Oeste, 13,2% no Nordeste e 5,9% no Sul. No Sudeste, porém, houve alta de 1,6%, enquanto no Norte a queda foi de 2,1%. Na média brasileira, a redução foi de 5,3%.

O leite UHT, por outro lado, registrou aumento em todas as regiões. A maior alta ocorreu no Centro-Oeste, de 5,1%, seguida por Sudeste, com 4,7%, Nordeste, com 2,8%, Norte, com 1,3%, e Sul, com 0,2%.

Esse comportamento regional é importante para o produtor rural e para as empresas da cadeia de alimentos porque o preço que chega ao consumidor é resultado de uma combinação de oferta, demanda, custos e abastecimento em cada mercado.

O que pode acontecer daqui para frente

Os dados da Neogrid apontam para um cenário de acomodação em algumas categorias, mas ainda com pressão em outras. Para os próximos meses, a empresa destaca que o comportamento dos preços deve continuar condicionado às características de cada categoria e região.

A leitura mais ampla dos dados é de um mercado de alimentos menos pressionado em algumas categorias, mas ainda sujeito a oscilações importantes.

A Neogrid afirma analisar mais de 40 milhões de notas fiscais por mês no Brasil, com informações sobre preços, produtos, marcas, volume de vendas e presença nos pontos de venda.

cnnbrasil

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