Os preços do petróleo recuam ligeiramente na sexta-feira (20), após caminharem para a segunda alta semanal consecutiva devido a valorização vista na véspera em decorrência da nova ameaça de sanções dos EUA.
Quase seis meses depois do início do conflito, apenas sete navios mercantes navegaram pelo Estreito de Ormuz na quinta-feira, metade do total do dia anterior, segundo dados da empresa de rastreamento de navios Kpler, em comparação com mais de 130 por dia antes da guerra.
Os Estados Unidos e o Irã anunciaram duas vezes acordos de cessar-fogo, em abril e junho, com o objetivo de restabelecer o livre fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz, visando o fim do conflito que já dura quase seis meses, mas ambos ruíram rapidamente.
Na noite de quarta-feira, Trump ameaçou o país iraniano com “guerra econômica e isolamento em escala sem precedentes”, mas o Irã já tem resistido a sanções econômicas quase contínuas por quase 50 anos, desde a Revolução Islâmica de 1979.
No entanto, alguns iranianos entrevistados pela Reuters disseram que mais punições econômicas poderiam aumentar as dificuldades, enfraquecer o clero e provocar agitação social, embora não haja indícios disso desde a repressão violenta aos protestos em janeiro.
Com as novas ofensivas por parte do presidente americano, os preços do petróleo subiram mais de 2% ontem, fechando no nível mais alto em quase um mês.
Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam com alta de US$2,16, ou 2,4%, a US$93,78 por barril, o maior valor desde 24 de julho.
Os contratos futuros do petróleo WTI (West Texas Intermediate) dos Estados Unidos para setembro subiram US$2, ou 2,3%, para US$87,83 por barril, também o maior nível desde 24 de julho.
Em território nacional, a negativa no petróleo não afetou tanto as petroleiras brasileiras, que subiam na bolsa de valores.
As ações são sustentadas depois que a Petrobras apresentou manifestação de interesse em blocos exploratórios localizados em áreas offshore da Bacia de Keta, em Gana, na África.
Segundo a estatal, o Ministério de Energia e Transição Verde de Gana aprovou a aplicação da Petrobras, que agora entra na fase de negociação direta dos termos dos contratos de exploração.
“A iniciativa está alinhada à estratégia da Petrobras de recomposição das reservas de óleo e gás por meio da exploração de novas fronteiras, tanto no Brasil quanto no exterior, conforme previsto em seu Plano de Negócios”, acrescentou a companhia, em comunicado ao mercado nesta sexta-feira.
CNN Brasil
