O ex-prefeito de Porto Velho e candidato a governador pela Federação União Progressistas, Hildon Chaves, participou do primeiro debate entre os candidatos ao Governo de Rondônia, realizado na manhã desta terça-feira (18), em Porto Velho, pela Rondovisão TV, afiliada da Band. Além de Hildon, outros cinco candidatos participaram do debate: Pedro Abib (MDB), Adailton Furia (PSD), Expedito Netto (PT), Marcos Rogério (PL) e Samuel Costa (PSB). O encontro foi mediado pelo jornalista Marcelo Reis e dividido em sete blocos.
Hildon Chaves cobrou seriedade de seus adversários na corrida ao Governo do Estado. “É preciso que os candidatos tenham compromisso com a verdade. Aqui mesmo, alguns candidatos prometeram resolver o problema do pedágio. Isso é falta de respeito à população”. Hildon disse que “o papel aceita tudo e de boas intenções o inferno está cheio. Depois de toda a omissão que vimos acontecer sobre o pedágio, chegar no momento eleitoral e assumir que vai acabar com essa cobrança, num passe de mágica, denota fraqueza moral”.
Hildon afirmou que muitos candidatos têm “soluções mágicas pra tudo”. E completou: “alguns prometem a terceirização da saúde, mas esse não é o caminho. Tudo começa pela gestão. Vamos organizar a rede, fortalecer os municípios, oferecer uma tabela vantajosa, que seja viável para os municípios. Faremos uma integração, foi assim que transformamos a capital, e assim iremos administrar o Estado”.
Ele ressaltou que atuou durante anos como promotor de Justiça em questões relacionadas à saúde pública. “Sei muito bem o que precisa ser feito para acabar com esse caos e essa vergonha. A maioria dos nossos adversários têm uma saída mirabolante para cada situação, ao passo que nós não precisamos provar nada, pois nós já fizemos”.
TECNOLOGIA
No primeiro bloco, Hildon respondeu a uma pergunta formulada pela emissora de TV, sobre a importância de investimentos em tecnologia para o Estado. “Encontramos a capital na “Idade da Pedra” em termos de tecnologia. Implantamos mecanismos e programas, pois tudo isso se relaciona à gestão e viabiliza as entregas para a população. Sem tecnologia não chegamos a lugar nenhum”, assinalou.
Hildon apontou que a questão fiscal do Estado é “dramática”. Segundo ele, “o Estado está absolutamente falido. Agora é o momento da população escolher. Colocamos nossa experiência como gestor público e privado e faremos por Rondônia tudo que fizemos por nossa capital e muito mais”.
SAÚDE
Hildon declarou que a saúde é o maior gargalo do estado. “Temos acompanhado a peregrinação de milhares de pessoas, percorrendo centenas de quilômetros em busca de atendimento médico. Estamos vendo a fila da vergonha, até cinco anos de espera por um exame de imagem”, disse.
O candidato também falou sobre a prática da “ambulancioterapia”. Segundo Hildon, “não faz sentido deslocar um paciente por centenas de quilômetros para um procedimento simples. Não precisamos reinventar a roda. Vamos usar o exemplo do “SUS Paulista”, em que as pessoas recebem atendimento no município e na região onde moram”.
“Construiremos e entregaremos o novo Hospital João Paulo II em dois anos e meio, da mesma forma que entregamos nossa bela rodoviária de Porto Velho, em apenas um ano e meio”, avisou. E afirmou que é preciso “regionalizar a saúde onde é necessário”. Para Hildon, “não tem cabimento privatizar a saúde”. Hildon destacou que irá “construir um novo João Paulo II do zero. Chega de enrolação. O tal Heuro já deu. Assumo aqui o compromisso com a população de entregar o novo João Paulo em dois anos e meio”.
ESTRADAS VICINAIS
Hildon também abordou a questão da infraestrutura. “Esse é um tema muito caro pra nós. Mudamos a realidade de milhares de pessoas na capital. Fizemos 820 km de asfalto, enquanto outros prefeitos fizeram 40 km, por mandato”. Ressaltou que “os recursos são suficientes para atender a demanda do povo. Investir em infraestrutura é fundamental. Vamos dar prioridade às estradas vicinais do Estado”, declarou.
Ele ainda respondeu a uma pergunta gravada pela presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Velho, a empresária Joana Joanora, sobre investimentos no setor de comércio e serviços. “A principal função do governo é induzir desenvolvimento, nossos empresários são verdadeiros heróis. Sou empresário e conheço as dificuldades de quem empreende”, destacou. “Quem gera empregos no país é o setor de comércio e serviços”.
REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA
Sobre o tema da regularização fundiária, Hildon afirmou que a “questão fundiária em Rondônia é uma tragédia”. E detalhou: “na criação do Estado, em 1982, as terras da União deveriam ter sido arrecadadas pelo Estado, mas isso não foi feito. É preciso enfrentar isso imediatamente. Amapá e Roraima, apesar de mais novos, já resolveram essa questão. Minha expectativa é que os senadores possam resolver essa injustiça em relação a Rondônia”.
Para Hildon, essa questão “atrasa o nosso desenvolvimento. As terras são da União, mas em outros estados, como o Mato Grosso, foram incorporadas ao patrimônio do Estado. Precisamos que a nossa bancada federal resolva essa situação que as bancadas de outros estados já resolveram. Como governador, farei tudo que puder para que isso seja tratado como prioridade”, declarou.
Em relação à agricultura familiar, Hildon comentou que “é um dos grandes motores da economia de Rondônia, mas nossos pequenos agricultores estão abandonados. Tive oportunidade de fazer uma reunião com a equipe da SUDAM, durante a Rondônia Rural Show. Eles me perguntaram o motivo de Rondônia não acessar os recursos a fundo perdido para a agricultura familiar, e eu respondi a eles que nenhum técnico do atual governo teve coragem de se levantar da cadeira e acessar esses recursos”.
TRAJETÓRIA
No encerramento do evento, Hildon destacou sua trajetória pessoal e profissional. O candidato relembrou sua chegada a Vilhena, onde iniciou sua carreira como promotor de Justiça. Hildon ressaltou que já possuía experiência consolidada em gestão privada antes de assumir a prefeitura de Porto Velho, e que a gestão pública foi uma consequência natural desse percurso.
“Tivemos uma carreira de 21 anos como promotor de Justiça. Isso foi muito importante, porque eu sei o que não pode ser feito. Tivemos uma experiência empresarial de 25 anos, ao lado de minha esposa, Ieda Chaves, onde empregamos 1.300 funcionários. Não sou um político de carreira, sou um cidadão que tem muita gratidão ao nosso Estado. Aqui construímos nossas vidas e é essa gratidão que me moveu a ser prefeito da capital e, agora, governador de Rondônia”, afirmou.
“É nesse cenário que decidimos colocar o nosso nome, tendo Cirone Deiró como nosso vice, um homem digno, correto, empresário bem-sucedido, assim como nós, para enfrentar essa eleição. Iniciamos a nossa caminhada com os pés no chão, sem apoio do Governo do Estado, nem da Prefeitura da Capital, sem apoio do Congresso Nacional, nem do Governo Federal. Uma candidatura feita apenas por homens e mulheres de bem. E se assim a população quiser, será a candidatura que fará a “mudança de chave” também para o nosso Estado de Rondônia”, concluiu.
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