Quinta-feira, 13 Agosto 2026
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Hildon atribui avanço da criminalidade à falta de gestão na segurança

Hildon Chaves alerta para índices alarmantes de violência contra as mulheres e denuncia apatia do Governo do
Estado pelo baixíssimo contingente de soldados na Polícia Militar e de agentes na Polícia Civil

O ex-prefeito de Porto Velho e candidato a governador pela Federação União Progressistas, Hildon Chaves, fez
uma avaliação bastante preocupante sobre os índices de violência contra as mulheres e da criminalidade em
Rondônia. Com mais de vinte anos de experiência no combate ao crime, como ex-promotor de Justiça, Hildon
afirmou que o grave problema de segurança pública em Rondônia é resultado “da mais completa inoperância por
parte do Governo do Estado”.


Hildon afirmou que o relatório do Tribunal de Contas do Estado, divulgado na semana passada, “não deixa
dúvidas sobre o desafio que o próximo governador terá na questão da segurança pública”. Rondônia ocupa o 1º
lugar no ranking nacional de feminicídios (43,8% dos homicídios femininos). O Estado também é o segundo no
país em violência doméstica, com 520 casos registrados a cada 100 mil mulheres; o segundo em medidas
protetivas de urgência, com 973 casos por 100 mil habitantes. Rondônia ostenta ainda o segundo lugar nacional
em estupro e em estupro de vulneráveis, com 107 casos por 100 mil mulheres.


“Nos últimos anos, as disputas entre facções criminosas locais e nacionais alavancaram os índices de Mortes
Violentas Intencionais (MVI) na região Norte”, denunciou Hildon. “Estamos no momento mais perigoso de nossa
história, eu diria que o Acre já está completamente tomado pelo crime, mas Rondônia ainda tem como enfrentar,
mas não vamos a lugar nenhum com a paralisia completa que tomou conta do Governo do Estado”, disparou.
Hildon Chaves conhece a realidade do combate à criminalidade de perto. Durante mais de duas décadas, como
promotor de Justiça, enfrentou o crime organizado, atuando em centenas de julgamentos, ajudando a colocar
criminosos atrás das grades e atuando sempre ao lado da sociedade. “Rondônia está na rota do tráfico
internacional de drogas, devido à sua proximidade com as fronteiras de outros países, como Bolívia e Peru, e a
abundância de rios navegáveis e de áreas de floresta, condições que favorecem o narcotráfico e o crime
organizado”, alertou.


NA LINHA DE FRENTE


“Segurança pública exige comando, planejamento e decisão. Exige integração entre as polícias, inteligência,
tecnologia, investimento permanente e valorização de quem arrisca a própria vida para proteger a nossa”,
detalhou. “Hoje, muitos policiais seguem na linha de frente enfrentando o perigo todos os dias, muitas vezes com
estrutura insuficiente. Eles merecem respeito e valorização. Necessitam ter condições para cumprir a sua
missão”.


A verdade é que temos um apagão de soldados em nossa Polícia Militar, precisamos voltar a valorizar a base da
nossa corporação”, afirmou Hildon. “A situação é a mesma na Polícia Civil. Não se faz concurso público há mais de
doze anos. Vamos trabalhar para corrigir as defasagens salariais e valorizar nossos investigadores de polícia,
agentes penitenciários, bombeiros e todas as carreiras que compõem a nossa segurança pública”, avisou.


“Isso é o resultado de anos de falhas e da falta de prioridade com a segurança pública”, ressaltou Hildon. “Falta
investimento em tecnologia. Falta inteligência policial. Faltam equipamentos. Faltam viaturas nas ruas. E, acima
de tudo, faltam policiais para proteger a população”, disparou. “Sem efetivo suficiente, sem estrutura e sem
valorização das forças de segurança, quem ganha espaço é a criminalidade. E quem perde é o cidadão de bem,
que vive com medo”, completou.


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