Sexta-feira, Agosto 7, 2026
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Adolescentes denunciam estupros coletivos dentro de escola municipal em Pernambuco

Vítimas de 14 anos relatam abusos durante o intervalo escolar; Polícia Civil investiga suspeita envolvendo alunos do 9º ano

Duas adolescentes de 14 anos denunciaram ter sofrido estupros coletivos dentro da Escola Municipal Madre Iva Bezerra de Araújo, no Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife.

Segundo a defesa das vítimas, os crimes teriam sido cometidos por cinco alunos do 9º ano, mesma série das estudantes, durante o horário de intervalo. A Polícia Civil abriu investigação para apurar as denúncias.

Os nomes das adolescentes não foram divulgados para preservar a identidade das vítimas, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Relatos apontam agressões dentro da sala

De acordo com a advogada que representa as jovens, Luanny Porto, um dos casos ocorreu na segunda-feira (3). Segundo o relato apresentado à defesa, uma das estudantes entrou na sala de aula durante o intervalo para comer e teria sido surpreendida pelos colegas.

A advogada afirmou que os adolescentes teriam apagado a luz da sala, agredido a jovem e cometido atos de violência sexual.

Após o episódio, a estudante teria informado o ocorrido à direção da escola, mas, segundo a defesa, nenhuma medida imediata teria sido tomada.

A Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho informou que adotou providências e instaurou um procedimento administrativo para apurar o caso.

Segunda vítima denunciou abuso semelhante

Ainda segundo a defesa, outra adolescente relatou ter passado por uma situação semelhante na mesma sala de aula cerca de um mês antes. O relato teria sido feito após a jovem tomar conhecimento da denúncia da colega.

As duas adolescentes registraram boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher do Cabo de Santo Agostinho e passaram por exames no Instituto de Medicina Legal (IML).

A advogada afirmou que as estudantes foram encaminhadas para acompanhamento psicológico e que a defesa pretende levar informações ao Ministério Público de Pernambuco.

Defesa questiona atuação da escola

A advogada das vítimas também afirmou que a escola teria demorado a tomar providências após receber a primeira denúncia. Segundo ela, a estudante teria relatado o caso à direção, mas a família só teria sido comunicada posteriormente.

A defesa afirma ainda queos suspeitos foram suspensos, mas que as adolescentes deixaram de frequentar a unidade de ensino enquanto aguardam transferência para outra escola por se sentirem inseguras.

Prefeitura e polícia acompanham investigação

Em nota, a Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho informou que as estudantes estão recebendo acolhimento e acompanhamento jurídico e psicológico. A gestão afirmou que instaurou procedimento administrativo e acompanha o caso junto ao Ministério Público, Conselho Tutelar e demais órgãos responsáveis.

A administração municipal negou que tenha ocorrido omissão por parte da escola ou da Secretaria de Educação.

A Polícia Civil informou que as denúncias estão sendo investigadas e que, por envolver menores de idade, o caso segue sob sigilo para preservar as vítimas.

G1 Pernambuco

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