Há um dia do término do prazo para a realização das convenções partidárias que definem os nomes dos candidatos ao pleito de outubro próximo, já se pode imaginar como vai ser acirrada a disputa para a Assembleia Legislativa de Rondônia. Até hoje já são mais de 300 nomes homologados a espera apenas do registro oficial junto ao TRE/RO. Praticamente todos os 52 municípios do estado, além de alguns distritos, possuem representantes nas listas que estão sendo disponibilizadas pelos partidos à justiça eleitoral.
A propaganda eleitoral somente é permitida a partir de 16 de agosto do ano da eleição. A propaganda eleitoral na internet pode ser realizada em sites de candidatas e candidatos, partidos, federações e coligações, bem como em blogs, redes sociais, aplicativos de mensagens e outras plataformas digitais, observadas as regras previstas na legislação.
Apesar de todos os candidatos registrados terem chances de eleição, é necessário lembrar que alguns têm algumas vantagens sobre os demais, como por exemplo, os deputados que já possuem mandatos, ex-prefeitos e alguns herdeiros políticos, que recebem a base eleitoral pronta de algum familiar, seja pai, mãe, ou irmão.
Pelo número do seu eleitorado, a Assembleia Legislativa de Rondônia possui 24 cadeiras, e em função do número de postulantes, a disputa ganha contornos de alta precisão estratégica. Nas últimas dias eleições, o índice de renovação foi de aproximadamente 50%, mas este ano a tendência é que esse número aumente ainda mais, uma vez que alguns parlamentares irão disputar outros cargos como vice-governador (Delegado Camargo (Podemos) e Cirone Deiró (União), Ezequiel Neiva busca uma vaga na Câmara Federal.
Longe de enquetes informais ou pesquisas de intenção de voto, uma minuciosa projeção política — construída a partir de debates com analistas, ex-parlamentares e jornalistas políticos — reduziu o vasto universo de mais de 300 concorrentes a um funil de 57 nomes altamente competitivos. O levantamento revela a engenharia partidária e a distribuição geográfica de forças que definirão a próxima legislatura no estado.
No PRD, o cenário combina a força de mandatos consolidados e adaptações jurídicas estratégicas. Destacam-se nomes como o deputado Ribeiro do Sinpol, o Deputado Edevaldo Neves e Pedro Fernandes, além do deputado Jean de Oliveira, atualmente inelegível, que deve tentar uma liminar para a disputa ou trocar o seu nome pelo da sua mãe, Dona Márcia. O bloco também reúne pesos-pesados como Edevaldo Neves, Lebrinha, Rosangela Donadon, ex-deputado Carlos Magno, tido por muitos como dono de uma das cadeiras.
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Já no PL, a aposta é na capilaridade conservadora e na renovação por meio de herdeiros políticos e lideranças do interior. Figuram na lista os deputados Jean Mendonça, Luizinho Goebel, Nin Barroso, Alan Queiroz a deputada Dra. Taíssa. Também aparecem os nomes dos chamados herdeiros políticos como o Ninho Testoni (filho do prefeito Testoni, de Ouro Preto do Oeste) e Wiveslaindo Neiva (filho do deputado Ezequiel Neiva).
O PSD compõe sua artilharia com o peso de Laerte Gomes, campeão de votos em 2022 e que promete novamente elevar o sarrafo da disputa, os deputadoa Cássio Góis e Eyder Brasil, o ex-deputado Jesuíno Boabaid e a experiência do ex-prefeito Jurandir de Oliveira, ex-prefeito de Santa Luzia.
Nos Republicanos, o foco recai sobre a força de Alex Redano, unida a lideranças municipais e comunitárias como o vereador de Porto Velho Márcio Pacele, o pastor Evanildo (Igreja Universal), Cássia das Muletas (de Jaru), vereador da capital Fernando Silva, vereador Adalto de União Bandeirantes e a defensora da causa animal Dra. Rosana, de Ji-Paraná.
Enquanto isso, a Federação União Progressista (União Brasil e PP) consolida uma das maiores disputas internas do estado, reunindo nomes como Ismael Crispim, Ieda Chaves, Dr. Santana, Noeli (esposa de Cirone Deiró) e Marlei Mendonça.
O Partido Novo traz uma mistura heterogênea de mandato, mídia e municipalismo com o protagonismo do deputado Dr. Luiz do Hospital, o apresentador Augusto José, os vereadores Lucas Follador (Ariquemes), Dr. Gilber, Pedro Geovar Porto Velho), além dos experientes Edson Martins, ex-deputado e Ari Saraiva.
No Avante, a forte presença da capital e polos regionais se faz presente com Marcelo Cruz, Breno Mendes, Paroca, Marcos Combate, Dr. Luiz Ferrari, Roni Irmãozinho (de Buritis), Laércio (de Vilhena) e o ex-presidente da Casa, Hermínio Coelho.
O Podemos Vem com Paulo Moeaes (irmão do prefeito Léo Moraes) Edwilson Negreiros e os vereadores de Ariquemes Rafaela Batista e João Mendes.
Fechando o panorama, o Mobiliza aposta no retorno do ex-deputado Dr. Ribamar Araújo, no bombeiro Geronildo e no ex-prefeito de Nova Brasilândia, Silas Borges. Na Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB), o campo progressista e sindical se articula com Fátima Cleide, Cláudia Jesus, Hernandes Amorim, Léo Simão (do Sintero) e Tijolão (do MST).
Com 57 nomes de enorme capilaridade disputando estritamente 24 vagas, a grande conclusão da análise é matemática e implacável: a vitória em 2026 não dependerá apenas do brilho individual de cada candidato, mas da eficácia dos partidos e federações em transpor a barreira do quociente eleitoral.
Alem desses nomes tidos como protagonistas em suas legendas, há ainda a chance de aparecer algumas revelações, como ocorreu na eleição de 2022, a exemplo dos delegados Rodrigo Camargo e Lucas Torres, Luís do Hospital e Dra. Taíssa que não apareciam nas pesquisas e acabaram ocupando uma das vagas.
Por Assessoria


