Tido ainda como um dos grandes líderes políticos do estado, o ex-governador e ex-senador Ivo Cassol (sem partido), não compareceu à convenção do PSD em Porto Velho, que confirmou a candidatura do ex-prefeito de Cacoal, Adailton Fúria ao Palácio Rio Madeira. Fúria mantinha a expectativa de que Cassol estaria no seu palanque no momento do anúncio e que lhe puxaria pelas mãos pedindo votos, especialmente no interior do estado. Cassol não apareceu e tampouco manifestou qualquer tipo de apoio à candidatura do pessedista, muito pelo contrário.
Dias antes do início das convenções, Ivo Cassol teve seu nome ligado à pré-candidatura de Fúria, mas fez questão de gravar um vídeo, ainda no início de julho, anunciando que não tinha definido apoio a ninguém e que iria analisas as candidaturas postas, primeiro, para depois falar em quem depositará seu apoio. Na oportunidade, apenas disse que tem com seu candidato o ex-deputados Luiz Cláudio que concorre à Câmara Federal. Para a Assembleia Legislativa, Cassol deve apoiar seu ex-secretário Carlos Magno. Nem para a sua irmã, Jaqueline Cassol, candidata a deputada federal e de quem está com relações cortadas desde que ela e o marido (o Secretário de Agricultura Luiz Paulo) assumiram cargos no governo Marcos Rocha, Cassol fez qualquer referência.
Com toda experiência política de prefeito, governador e senador, Cassol consegue identificar de longe a ingratidão e o oportunismo e parece que o seu Raio-X com relação a Fúria está neste patamar. Apesar de ter o amigo Everton Leoni como candidato a vice de Fúria (muitos dizem que foi uma indicação do próprio Ivo), Cassol quer ver primeiro o comportamento dos candidatos, as companhias, o plano de governo e as possibilidades de vitória.
Como todos sabem, o ex-governador não costuma apostar em pangarés. Empresário de visão, aporta investimentos somente onde vê possibilidades de ganhos e parcerias e, pelo visto, Fúria não tem oferecido esta segurança de parceria futura.
Por Redação


