Rússia designa dono do Telegram como terrorista por ajuda à Ucrânia

Fundador do Telegram foi acusado de não frear canais supostamente utilizados pela Ucrânia em atividades contra a Rússia

Pavel Valeryevich Durov, o fundador do Telegram, foi adicionado a lista de terroristas e extremistas da Rússia sob a acusações de ajudar a Ucrânia no conflito que se estende desde 2022. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (30/7) pela Rosfinmonitoring, a agência russa de inteligência financeira.

De acordo com o Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB), o empresário e programador facilitou “atividades terroristas” ao não remover canais, chats e bots no Telegram utilizados por serviços especiais ucranianos.

Os canais, alega o Kremlin, estariam sendo usados na coordenação de ataques contra a Rússia, assassinatos em massa e fraudes no território russo.

Durov, que nasceu na antiga União Soviética, negou as acusações. Em uma mensagem divulgada no Telegram, o dono da plataforma disse que foi incluído na lista de terroristas por se recusar a aceitar exigências do governo Vladimir Putin.

“A Rússia me designou como ‘terrorista’ por me recusar a atender às suas exigências de vigilância em massa e censura no Telegram”, disse Durov.

Com a designação como terrorista, todos os ativos financeiros do empresário que estejam na jurisdição da Rússia serão bloqueados. A expectativa é de que o dono do Telegram também seja incluindo em uma lista de procurados internacionais. Durov vive atualmente nos Emirados Árabes Unidos.

Metrópoles

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