O perfil político dos candidatos aos diversos cargos nas eleições de outubro, aos poucos, vai se alinhando. Desde o dia 5, está aberto o período das convenções partidárias — o prazo terminará no dia 5 de agosto —, quando os partidos políticos, de maneira individual ou pelo processo de federação, realizam as convenções para a escolha dos nomes que estarão na disputa pelos cargos de presidente da República, governadores e seus vices; duas das três vagas de senador de cada Estado e do Distrito Federal; além das vagas para a Câmara Federal e as Assembleias Legislativas.
Não teremos eleições para prefeito, vice-prefeito e vereador, pois elas ocorreram em 2024, com os reeleitos e eleitos assumindo os cargos em janeiro de 2025.
A disputa pelas duas vagas ao Senado, pelo nível dos pré-candidatos e candidatos — pois já tivemos convenções, como a do PL; o PDT reúne seus filiados hoje, dia 25, em Porto Velho, na sede do partido —, mobiliza os dirigentes partidários e seus filiados. Temos nomes expressivos que querem os cargos, todos, de uma forma ou de outra, com condições de sucesso.
Dentre os mais experientes está o senador Confúcio Moura (médico), que preside o MDB no Estado. Ele já foi prefeito de Ariquemes por mais de um mandato, deputado federal e governador por dois mandatos seguidos e, agora, está no último ano de seu mandato no Senado. Nunca disputou uma eleição da qual não saísse vencedor.
Até recentemente, não se sabia qual seria seu futuro político, decisão que ele sempre deixou em suspense, como em ocasiões anteriores. Em encontro regional de vários partidos realizado em Ji-Paraná, organizado pelo ex-senador Acir Gurgacz, presidente estadual do PDT, Acir convidou Airton Gurgacz, ex-deputado estadual e ex-vice-governador de Confúcio no primeiro mandato, para que voltassem a caminhar juntos.
O convite foi “esquecido” depois de uma longa espera pela definição de seu futuro político. Trata-se, logicamente, de uma decisão importante, afinal, ele é senador em condições de reeleição, preside o MDB em Rondônia e é um líder político regional, razão pela qual cria enorme expectativa. O MDB ainda não realizou a convenção, mas Confúcio, segundo as pessoas mais próximas, buscará a reeleição.
A ex-vereadora de Ji-Paraná, Sílvia Cristina (jornalista e professora), está no segundo mandato na Câmara Federal, é presidente regional do PP e pretende dar um passo à frente na política, ou seja, eleger-se senadora. Tem um amplo e comprovado trabalho relacionado à saúde pública nos municípios de Rondônia, com vários centros especializados no diagnóstico e no tratamento do câncer na capital e no interior.
Nas pesquisas realizadas por institutos especializados, está sempre na linha de frente e, segundo os mais exigentes analistas políticos, suas chances de sucesso são reais e o processo político futuro está caminhando de forma positiva.
O deputado federal mais bem votado em 2022, com 85.596 votos, Fernando Máximo (médico), ex-secretário de Estado da Saúde, é mais um pretendente a uma das vagas ao Senado. Ele se elegeu pelo União Brasil, mas não conseguiu disputar a eleição para prefeito de Porto Velho em 2024, pois seu partido decidiu fechar questão com Mariana Carvalho (UB), que foi derrotada no segundo turno pelo atual prefeito, Léo Moraes, que preside o Podemos em Rondônia. Léo foi vitorioso mesmo sem ter nenhum dos 23 vereadores ao seu lado.
Máximo está filiado ao PL, tem o apoio do presidente estadual do partido e candidato a governador, Marcos Rogério, e poderá demonstrar, nas eleições deste ano, que seu ex-partido, o UB, errou ao preterir seu nome e apoiar Mariana nas eleições para a Prefeitura de Porto Velho em 2024.
Mariana Carvalho (médica), agora no Republicanos, está na corrida sucessória ao Senado. Sua pré-candidatura foi lançada há dias e deverá ser homologada na convenção. Além de deputada federal, Mariana passou pela Câmara de Vereadores de Porto Velho. Foi derrotada na eleição para o Senado em 2022 por Jaime Bagattoli (PL).
Mariana é de uma família de políticos. Seu pai, Aparício Carvalho, foi vereador em Porto Velho, deputado federal e vice-governador. Seu irmão, Maurício, elegeu-se vice de Hildon Chaves em 2020 e, em 2022, foi eleito deputado federal. Renunciou para assumir o cargo no Congresso Nacional.
Correndo por fora está o pecuarista de Ji-Paraná, Bruno Scheidt (PL), que conseguiu anexar o nome de Bolsonaro ao seu devido à sua fidelidade ao ex-presidente e por estar ciente de que Rondônia é um Estado onde predomina a política de centro-direita. Vem apresentando bom desempenho nas enquetes e pesquisas realizadas por órgãos de comunicação e pela mídia regional.
Como temos vários candidatos e pré-candidatos — nem todos já realizaram as convenções para homologar seus nomes como candidatos — e são duas vagas, Scheidt poderá ter sucesso em sua empreitada política diante da divisão entre vários nomes de centro-direita, como Sílvia, Mariana e Máximo.
Apesar da inelegibilidade, o ex-senador Acir Gurgacz (empresário) realiza convenção hoje, dia 25, em Porto Velho, e deverá ter seu nome lançado como candidato ao Senado. Ele luta, na Justiça Eleitoral, contra sua inelegibilidade e tem esperança de que, antes das eleições de outubro, terá condições legais para lutar por sua volta ao Senado Federal a partir do próximo ano.
Hoje, Rondônia tem dois senadores de centro-direita, Marcos Rogério e Jaime Bagattoli, ambos do PL, e um de centro-esquerda, Confúcio Moura, do MDB.
Após as eleições de outubro, o quadro se manterá, com Confúcio se reelegendo e a outra vaga sendo ocupada por Sílvia Cristina, Fernando Máximo, Mariana Carvalho ou Bruno Scheidt? Ou dois nomes do grupo de centro-direita ocuparão as duas vagas? Ou Acir, que é um nome de centro, empresário bem-sucedido e um dos maiores empregadores de Rondônia, conseguirá ocupar uma das vagas, caso viabilize a candidatura e se eleja?
As eleições para o Senado em Rondônia prometem monopolizar o segmento político estadual.
A festa democrática terá início no dia 16 de agosto, quando será aberta a campanha eleitoral nas ruas e na internet. No rádio e na TV, a propaganda terá início 35 dias antes da antevéspera das eleições.
RONDÔNIA DINÂMICA
