A exatos três meses do pleito eleitoral que definirá os novos gestores do Brasil e dos estados, as expectativas se voltam para o pleito eleitoral em Rondônia, especialmente para o preenchimento das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa. Dos atuais deputados, eleitos em 2022, Delegado Camargo, Cirone Deiró, e Ezequiel Neiva não disputam à reeleição. Os dois primeiros são candidatos ao governo do estado, enquanto Neiva anuncia pré-candidatura a Câmara dos Deputados. Esta lista tem ainda o deputado Jean de Oliveira, que hoje está inelegível, mas deve buscar uma liminar para tentar seu retorno ao legislativo estadual.
Além dessas baixas, ainda temos as composições partidárias. Com o fim das coligações proporcionais, muitos deputados vão disputar as eleições em chapas de grande concorrência, os chamados grupos da morte e os mais votados correm o risco de ficar de fora.
Nas eleições de 2022, treze dos deputados eleitos em 2018 não conseguiram retornar ao mandato (Lebrão (foi candidato a deputado Federal), Lazinho da Fetagro, Jhony Paixão, Adelino Follador, Edson Martins, Anderson Pereira (não conseguiu legenda para disputar à reeleição e se candidatou a deputado federal, sem sucesso), Dr, Neidson, Cassia dos Muletas, Alex Silva, Chiquinho da Emater, Ribamar Araújo, Jair Montes e Eyder Brasil (ficou como suplente e assumiu em 2025 com a eleição do deputado Affonso Cândido à prefeitura de Ji-Paraná). Esses números de 2022 mostram que o eleitor rondoniense gosta muito da renovação e que os parlamentares que não mostraram trabalho durante quatro anos, estão na berlinda do eleitorado e terão que usar esses três meses para convencer os eleitores que as suas propostas de trabalho ainda são satisfatórias.
Para a definição das chapas que estarão no pleito do dia 04 de outubro próximo, os partidos têm até o final deste mês de julho/início de agosto, para a realização das convenções, que vão homologar as candidaturas. A expectativa é de este ano tenhamos aproximadamente trezentos candidatos às 24 cadeiras da Assembleia Legislativa.
Os deputados em fim de mandato apostam na força do trabalho desenvolvido ao longo desses quatro anos, especialmente na destinação de emendas parlamentares para os mais diversos fins. Na mesma esteira, com a força do fundo eleitoral, os líderes de partidos apostam na busca por vereadores e lideranças municipais e regionais, mas não se descuidam dos elementos surpresas, aqueles mesmos que levaram à Assembleia em 2022, nada menos do que 55% de novatos.
Nomes como os dois delegados (Camargo e Lucas), o policial civil Ribeiro do Sinpol, o empresário Affonso Cândido, a então vereadora por Ji-Paraná Cláudia de Jesus, o veterinário Luís do Hospital, o agente penitenciário Edevaldo Neves, Pedro Fernandes, que quase não apareciam nas pesquisas, a ex-primeira dama Ieda Chaves, entre outros, acabaram surpreendendo e deixando figurões de fora da lista dos eleitos, sendo, inclusive, muitos deles, mais votados nas suas respectivas bases.
Nas eleições de outubro, apostas de norte a sul, de leste a oeste do estado apontam para novidades. Para os eleitos que buscam à reeleição, a eleição é um plebiscito, para os demais, um sonho e para os eleitores, a renovação da expectativa de um estado mais justo, mais próximo e mais acolhedor.
