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Prefeitura adota novas soluções de paisagismo para reduzir demanda de roçagem

Medidas incluem retirada de capim pela raiz, troca de forração e uso de materiais que reduzem a manutenção

A roçagem de canteiros, praças e áreas verdes está entre as demandas mais frequentes da manutenção urbana em Porto Velho. Em muitos pontos, o capim volta a crescer poucos dias após o serviço, o que aumenta o custo das operações e exige o retorno constante das equipes aos mesmos locais.

A partir desse diagnóstico, a Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Executiva de Serviços Básicos (Sesb), vinculada à Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), passou a adotar novas soluções de paisagismo para reduzir a demanda por roçagem e melhorar o cuidado com os espaços públicos.

Uma das mudanças está na forma de atuação das frentes de trabalho. Em áreas com touceiras de capim, as equipes foram orientadas a fazer a retirada pela raiz. O corte superficial, nesses casos, não resolve o problema, já que a planta volta a crescer em pouco tempo.

De acordo com o secretário executivo de Serviços Básicos, Giovanni Marini, a proposta é reduzir o retrabalho e dar mais eficiência ao serviço. “Roçar o mesmo ponto várias vezes gera custo e não resolve o problema. A orientação é tratar a causa. Onde houver touceira, a equipe deve retirar pela raiz. Em outros locais, vamos substituir a grama por soluções que exigem menos manutenção e mantêm a drenagem do solo”, explicou Giovanni Marini.

Espaço também funciona como berçário para a retirada de novas mudas, que serão usadas em outras áreas da cidade

Além da retirada das touceiras, a Sesb também tem usado outros tipos de cobertura em áreas onde antes havia grama. Entre as opções estão piso drenante, concregrama, brita, seixos e outros materiais que reduzem a necessidade de roçagem e preservam a permeabilidade do solo. Nos locais onde esse tipo de solução não é viável, a alternativa é trocar a espécie de forração. Uma das opções é o amendoim-forrageiro, também conhecido como Arachis pintoi. A planta substitui a grama, tem crescimento mais lento e floresce.

A iniciativa conta com parceria da Embrapa para o fornecimento de mudas. Um dos pontos usados como referência é o canteiro da avenida Lauro Sodré, próximo à avenida Calama. O espaço também funciona como berçário para a retirada de novas mudas, que serão usadas em outras áreas da cidade.

A mesma estratégia já aparece nos jardins de chuva implantados pela Prefeitura. Nesses espaços, a Sesb evita o plantio de grama para reduzir a manutenção e melhorar o funcionamento do sistema. Para o prefeito Léo Moraes, a mudança mostra que a manutenção da cidade também precisa de planejamento. “A cidade precisa de manutenção constante, mas também precisa de soluções que reduzam o retrabalho. Quando a Prefeitura melhora o uso dos recursos e entrega um espaço melhor para a população, todos ganham”, afirmou o prefeito.

A previsão da Sesb é ampliar o trabalho ao longo da avenida Lauro Sodré até a avenida Imigrantes. A meta é reduzir a necessidade de roçagem, diminuir o custo de manutenção e melhorar o aspecto dos espaços públicos.

Secom

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