As previsões climáticas indicam a possibilidade de novos períodos de seca e estiagem em Rondônia, associados à influência do fenômeno El Niño. Esse cenário pode comprometer o acesso à água de qualidade e aumentar o risco de Doenças Diarreicas Agudas (DDA), reforçando a importância das medidas de prevenção.
VIGILÂNCIA E MONITORAMENTO
O acompanhamento rigoroso dos índices epidemiológicos tem sido uma prioridade para evitar surtos de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (DTHA), além de conter o número de internações e óbitos associados.
O monitoramento da Vigilância Epidemiológica aponta oscilações expressivas: o estado saltou de 50.470 casos em 2023 para 78.463 em 2024, registrando 63.385 em 2025 e 18.792 casos até o momento em 2026. Diante disso, a Agevisa-RO alerta que a prevenção e o cuidado domiciliar são as principais armas para proteger a população, especialmente em áreas de maior vulnerabilidade social, como comunidades rurais, ribeirinhas e indígenas.
SINAIS DE ALERTA
A diarreia, embora comum, pode evoluir rapidamente para quadros graves de desidratação se não houver a devida atenção. Sintomas como náuseas, dor abdominal, presença de muco ou sangue nas fezes demandam vigilância constante. A Coordenadora Estadual das DTHA, Viviane de Carvalho Nascimento, alerta para a importância de procurar atendimento em uma unidade de saúde diante de sinais de desidratação ou agravamento do quadro e reforça que a automedicação deve ser evitada. É fundamental aumentar a ingestão de líquidos ao primeiro sinal de diarreia e observar sinais de alerta, como sede intensa, diminuição da urina, sonolência ou piora do estado geral. Não utilize antidiarreicos ou antibióticos por conta própria, pois o tratamento adequado depende de avaliação por um profissional de saúde e pode variar desde os cuidados domiciliares com terapia de reidratação oral até a necessidade de atendimento imediato nos casos de desidratação grave.”

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