Em coletiva realizada nessa terça-feira (30/6), a Nasa anunciou que fechou acordo com três empresas para levar instrumentos científicos e outros dispositivos à Lua a fim de iniciar a construção da base lunar. Segundo o gerente de Programa da Base Lunar da agência, Carlos García-Galán, a etapa faz parte da fase 1 da construção da estrutura no satélite natural, que deve durar até 2028.
Em quatro missões, a Astrobotic, Firefly e Intuitive Machines serão as empresas responsáveis por levar módulos de pouso, veículos exploradores, carrinhos e outros instrumentos à Lua. Pelos serviços, a Nasa pagará cerca de US$ 590 milhões (cerca de R$ 3,05 bilhões, na cotação atual). Estima-se que apenas a primeira etapa de construção custe cerca de US$ 10 bilhões (R$ 51,74 bilhões).
“Sabemos muito sobre a Lua, inclusive sobre o Polo Sul, mas não o suficiente para o que precisamos aprender antes de enviar humanos para lá e realmente construir uma base lunar. Portanto, colocar diferentes equipamentos na superfície, realizar prospecção e compreender o ambiente dos locais para onde queremos ir é algo fundamental”, afirma Galán.
O executivo afirma que a etapa 2 da construção da base está prevista para se iniciar em 2029, quando deverão ser instalados componentes permanentes da infraestrutura, incluindo sistemas de energia, capacidades de navegação e conclusão da rede de comunicação. O período deverá se estender até 2032.
“A partir de 2032, adicionaremos os elementos finais da capacidade inicial da base lunar, viabilizando missões de longa duração — incluindo habitação e logística”, diz Galán. Assim que a estrutura estiver concluída, a Nasa estima que os astronautas poderão viver e trabalhar na base lunar.
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