Quarta-feira, Julho 1, 2026
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COMO ACREDITAR EM ELEIÇÕES JUSTAS, DEPOIS DE GILMAR MENDES DIZER A LULA QUE O STF VAI VIGIAR O TSE?

Embora, como sempre, grande parte da imprensa carpete (aquela que se deita para que o governo Lula limpe seus pés) tenha silenciado, até veículos importantes como O Globo noticiaram que o ministro Gilmar Mendes teria deixado claro que o STF pode interferir nas decisões do TSE em relação às eleições deste ano.

Lauro Jardim, um colunista importante do país que, nos últimos tempos, decidiu voltar a praticar o verdadeiro o verdadeiro jornalismo, relatou o encontro entre o Presidente da República e o ministro, onde ficou claro que os riscos de parcialidade nas eleições deste ano não partirá do TSE, como na última eleição, mas agora poderá vir da Suprema Corte, dominada pela maioria lulista de carteirinha.

Nesta eleição geral de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral, aquele que influenciou diretamente a eleição passada, favorecendo Lula, será comandado por dois não petistas. Exceções, aliás, junto com Luiz Fux. O trio forma uma minoria absoluta, perdendo feio para os representantes do atual governo, vários nomeados por Lula e outros governistas radicais, como o ministro comunista Flávio Dino.

Na eleição passada Lula podia chamar Bolsonaro de genocida, por exemplo, mas tinha aval para usar todo o palavreado que quisesse. Bolsonaro não podia dizer que Lula era ladrão, mesmo condenado em três instâncias por vários crimes e, ainda, que o atual Presidente era favorável ao aborto. Houve casos inacreditáveis, mas ficou por isso mesmo, porque o TSE era comandado pelos mesmos ministros que hoje podem tentar mudar decisões do tribunal eleitoral, caso elas não favoreçam seu protegido.

É notório e nem os próprios ministros lulistas negam mais isso, que a Suprema Corte é parceira do atual governo.  E as frases de Gilmar Mendes, avisando Lula – segundo Lauro Jardim e outros poucos veículos de imprensa que reproduziram parte da conversa – de que o STF poderá “vigiar” o TSE, durante as eleições, é de uma gravidade inominável.  

A maioria do Senado, que poderia evitar qualquer intervenção, seja de quem for, nas eleições gerais, continua sob o tacão da covardia e do rabo preso do seu presidente, Davi Alcolumbre. E do pânico, ainda mais em ano eleitoral, de um grande número de senadores que sujam as calças de medo de enfrentar o STF e seus ministros.

Teremos eleições justas este ano? Teremos. Mas só se as decisões forem justas para apenas um lado. O outro, minoria no único lugar que poderia fazer o país voltar à verdadeira democracia, terá que se virar para tentar superar todos os obstáculos que lhe serão impostos. Inclusive pelo poderio do STF!

Fonte: Sérgio Pires/Opinião de Primeira

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