Mentira. Violência. Crime. Truculência. Medidas completamente fora do que determina a Constituição, como buscar gado à noite ou de madrugada, em propriedades alheias. Explosão de balsas e dragas, jogando milhares de litros de óleo nos rios. E não se ouve ou vê qualquer ação do nosso Ministério Público Federal ou do Judiciário, para coibir estes abusos. Trata-se dos ataques virulentos do ICMBio, principalmente, mas também do Ibama e da Funai, contra produtores rurais no norte do Brasil.
Nesta semana, uma ação desastrosa, com uso de helicópteros, várias viaturas e equipes com armamento pesado, acabou com duas pessoas baleadas na região de Novo Progresso, no Pará, inclusive uma criança de 12 anos.
O caso teve repercussão nacional, incluindo o repúdio do governador licenciado, aliado ao PT, Helder Barbalho. Teve repercussão também em Rondônia, onde a dra. Tania Sena, que representa os garimpeiros do nosso Estado e do Amazonas, divulgou um vídeo protestando com veemência contra o que chamou de “crime praticado contra pessoas simples, trabalhadoras e desarmadas, que jamais reagiram”.
Uma representante do ICMBio, falando como se fosse comandante de um Gulag, aqueles campos de prisioneiros na antiga União Soviética, disse, com petulância, que “apenas realizamos nosso trabalho”. E, ainda, teve a cara de pau de negar que as duas pessoas tenham sido baleadas, mas apenas que “foram atingidas por estilhaços”.
O terror imposto aos garimpeiros e produtores rurais pelas forças do governo brasileiro é algo jamais visto na história do nosso país. Até porque quem poderia conter estes terrorismo ambiental lava as mãos e mantém seus braços cruzados!
Fonte: Sérgio Pires/Opinião de Primeira




