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Hildon e Cirone propõem industrializaçãopara agregar valor a produtos do agro

Pré-candidatos ao Governo do Estado, Hildon Chaves e Cirone Deiró participaram de programas de rádio, TV e
podcasts no último fim de semana, durante passagem pelos municípios do Cone Sul

O ex-prefeito de Porto Velho por dois mandatos e pré-candidato ao Governo do Estado, Hildon Chaves
(Federação União Progressista), e o pré-candidato a vice, deputado estadual Cirone Deiró, falaram no último fim
de semana sobre a necessidade de industrializar a produção agropecuária do Estado. “Já passou da hora de
agregarmos valor ao que é produzido no campo pelos rondonienses”, declarou Hildon. “Rondônia tem uma
vocação natural para o agro, mas é preciso incorporar novas tecnologias que gerem ganhos, especialmente aos
pequenos e médios produtores”, emendou Cirone.


Os pré-candidatos abordaram o tema em entrevistas a diversos programas de rádio, TV e podcasts dos principais
comunicadores do Cone Sul. Hildon Chaves destacou o grande potencial do mercado consumidor interno. “Hoje
fornecemos somente 25% da carne de frango e apenas 5% da carne suína consumida pela população
rondoniense”, comparou. “Não é aceitável que Rondônia ainda tenha que trazer grande parte dessa proteína
animal industrializada por frigoríficos de Santa Catarina, quando temos aqui mesmo, dentro do nosso Estado,
todas as condições de suprir essa demanda interna”, explicou.


“Tem candidato dizendo que vai colocar fábrica de carro, de avião, de foguete, quando o que Rondônia precisa é
estimular o que já é produzido, apoiar nossos produtores rurais, dar condições para criarmos um parque
industrial que realmente atenda o nosso setor produtivo”, disse Hildon. “Vamos parar com os “achismos”,
existem consultorias disponíveis no mercado capazes de realizar todos os diagnósticos necessários”, afirmou.


ÓLEO DE SOJA


Hildon exerce há alguns anos a atividade pecuária. Ele afirma que o beneficiamento de produtos em sua
propriedade rural gera não apenas economia, mas bons ganhos financeiros ao produtor. “Hoje nós podemos
industrializar uma parte dos grãos que produzimos”, disse. “Um exemplo é a ração do nosso gado, que é
composta por 20% de soja. A partir de um processo de extrusão, extraímos o óleo que faz mal ao gado, e apenas
o óleo da soja gera lucro suficiente para pagar a ração e ainda sobra dinheiro, dá um lucro em torno de 20% na
minha fazenda”.


Segundo o pré-candidato, “a nossa pecuária leiteira é um quarto do que já foi, do tempo em que o programa
“Balde Cheio” provia silagem ao gado, em que o governo do Ivo Cassol provia as horas-máquina ao produtor”,
recordou. “O governo tem que estar sempre presente, principalmente quando se trata da agricultura familiar, da
produção leiteira, do café e do cacau”, explicou.


CAFÉ ENCAPSULADO


“Quando fui prefeito da capital, distribuímos 2,5 milhões de mudas de café clonal para 200 mil famílias do distrito
de Santa Rita. Hoje, três anos depois, esse mesmo café já está sendo exportado para a Europa, produzindo 60
sacas por hectare sem irrigação, e quando irrigarmos essa produtividade irá duplicar, com tecnologia e vontade
política, vamos revolucionar Rondônia, exatamente como fizemos em Porto Velho”.


O deputado Cirone, por sua vez, citou um dos muitos exemplos do que vem sendo feito com sucesso pelos
próprios produtores de café. Cirone destacou o “case” da indústria de café Trevisani, de Ariquemes, que passou a
encapsular seu produto, um café premiado nacionalmente, multiplicando o valor da saca produzida. “O preço do
quilo do café em cápsula no Brasil pode oscilar entre dez e trinta vezes o valor do café em grão, justificado pela
tecnologia da embalagem e pelo processo industrial, gerando um ganho considerável ao produtor”, disse. “O
desafio é popularizar essas iniciativas que são de grande valor, mas que estão ainda restritas a casos isolados”,
assinalou.

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