Com o objetivo de aproximar a gestão pública da realidade das ruas, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), por meio da Escola Pública de Trânsito (EPT), está realizando uma pesquisa de campo inédita durante as ações do movimento Maio Amarelo. A iniciativa busca ouvir diretamente pedestres, ciclistas e motoristas para avaliar o conhecimento da população sobre a campanha e coletar sugestões para a melhoria da segurança viária.
O governador Marcos Rocha destacou a importância de governar com base nas reais necessidades da população, ressaltando que a segurança no trânsito se faz com infraestrutura, mas principalmente com conscientização e escuta ativa. “A pesquisa do Detran-RO vai direto ao ponto: ouve quem vivencia o trânsito diariamente para que o Estado possa avaliar as campanhas educativas de forma muito mais assertiva e eficiente”.
DADOS
Os dados mais recentes, consolidados até o dia 23 de maio, apontam para um alcance expressivo da mobilização: foram realizadas 187 ações na capital, Porto Velho, impactando 22.211 pessoas. Já no interior do estado, a cobertura foi ainda maior, com 429 ações que atenderam 75.636 cidadãos, totalizando mais de 97 mil rondonienses ouvidos.
Os dados coletados serão tabulados e servirão de base para o planejamento das políticas públicas de trânsito e para o direcionamento das próximas campanhas educativas do Estado ao longo do ano.
O diretor da Escola Pública de Trânsito (EPT), Hassan Hijazi, ressaltou o caráter pedagógico e transformador da iniciativa. “No Maio Amarelo, o foco é justamente verificar o quanto as pessoas conhecem o movimento e o que elas entendem sobre o tema trânsito. Ouvir as sugestões da comunidade no âmbito da segurança viária de cada região nos dá o direcionamento exato para criar projetos educativos que conversem diretamente com a realidade local”.
Para Sandro Rocha, diretor-geral do Detran-RO, o levantamento é uma ferramenta estratégica para moldar as próximas ações do órgão, com foco nos usuários das vias nos permite identificar gargalos específicos e possíveis problemas que, muitas vezes, não aparecem nos mapas estatísticos tradicionais. “O nosso objetivo principal é aperfeiçoar a nossa dinâmica de trabalho e salvar vidas”.
Secom




