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Fotos antes da coleta viram arma política contra nova empresa do lixo em Porto Velho

A troca da empresa responsável pela coleta de resíduos em Porto Velho parece ter aberto também uma nova disputa política nas redes sociais. Na quarta-feira (21), imagens de lixeiras cheias no residencial Orgulho do Madeira começaram a circular acompanhadas de críticas contra a Sistemma Serviços Urbanos, atual responsável pela coleta na capital.

O problema é que as imagens estariam sendo divulgadas antes do horário programado da coleta, criando uma narrativa de abandono que não corresponde ao serviço efetivamente realizado.

De acordo com a Sistemma, o Orgulho do Madeira possui coleta regular nos dias de terça, quinta, sábado e domingo, sempre no turno diurno. A empresa afirma ainda que possui sistema de rastreamento por GPS em todos os caminhões, permitindo acompanhar em tempo real os trajetos realizados, os pontos atendidos e os horários de passagem das equipes.

Segundo informações repassadas pela empresa, as rotas no residencial foram executadas normalmente, inclusive com registros fotográficos da coleta realizada no local. A partir da comparação entre o cronograma oficial, os registros de GPS dos caminhões e as imagens divulgadas nas redes, a reportagem apurou que parte das fotos estaria sendo feita antes da passagem da coleta, numa tentativa de criar desgaste contra a nova operação. Nos bastidores, a movimentação é atribuída a opositores políticos e a pessoas ligadas à antiga empresa responsável pelo serviço.

A estratégia, segundo pessoas ligadas à operação, tem se repetido em outros pontos da cidade: fotografias são feitas em horários anteriores à coleta programada e publicadas nas redes sociais como se representassem falha definitiva no atendimento.

A Sistemma assumiu recentemente o serviço de coleta em Porto Velho em meio a forte disputa política e pressão pública sobre a limpeza urbana da capital. Desde o início da operação, a empresa passou a divulgar relatórios internos, monitoramento de rotas e registros operacionais justamente para evitar questionamentos sobre a execução dos serviços.

A existência de GPS nos caminhões se tornou uma das principais ferramentas da empresa para rebater acusações consideradas falsas ou distorcidas. Segundo a Sistemma, o sistema permite comprovar exatamente por onde cada caminhão passou e em qual horário.

O caso do Orgulho do Madeira expõe um cenário que vai além da limpeza urbana: a tentativa de transformar qualquer acúmulo temporário de lixo em munição política numa guerra narrativa sobre a nova empresa.

Em vez de discutir apenas se há lixo acumulado em determinado momento do dia, a disputa agora gira em torno de outra pergunta: a coleta realmente deixou de ser feita ou alguém apenas chegou antes do caminhão para registrar a imagem?

Rondoniagora

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