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Arte e inclusão marcam exposição de pacientes com TEA no Centro de Reabilitação de Rondônia

A Exposição “Onde Me Encontro: Arte e Neurodivergência”, em cartaz na galeria do Centro de Reabilitação de Rondônia (Cero), reúne obras produzidas por pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) acompanhados pela unidade. A mostra foi aberta na segunda-feira (11) e segue disponível para visitação até o dia 29 de maio.

A iniciativa objetiva valorizar a expressão artística como ferramenta de inclusão social, desenvolvimento pessoal e estímulo às práticas de reabilitação, além de aproximar a comunidade das ações desenvolvidas pela unidade.

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, destacou a importância de ações voltadas ao acolhimento e à valorização das potencialidades das pessoas neurodivergentes. “Temos trabalhado para fortalecer uma saúde mais humanizada e inclusiva. Essa exposição demonstra que a arte também é uma ferramenta de cuidado, expressão e desenvolvimento”, ressaltou.

A exposição pode ser visitada mediante agendamento na recepção do Cero, assim como as visitas institucionais à galeria, diretamente na unidade, localizada na Rua Barão do Amazonas, nº 9.960, Bairro Mariana, em Porto Velho. A mostra reúne obras produzidas por adultos autistas diagnosticados tardiamente ou em processo de investigação diagnóstica, com destaque para vivências de mulheres autistas.

Durante a oficina “Onde Me Encontro”, foi proposto um processo de autoconhecimento por meio da arte, utilizando o desenho do contorno corporal em escala real como base para colagens, desenhos e outras intervenções visuais. A atividade permite que os participantes expressem emoções, experiências e percepções a partir do próprio corpo. A proposta não possui caráter terapêutico ou diagnóstico, sendo voltada à expressão emocional e à construção de um espaço de acolhimento e escuta.

A exposição pode ser visitada até o dia 29 de maio

Segundo o  titular da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Edilton Oliveira,  a reabilitação vai além do tratamento clínico. Ela envolve acolhimento, estímulo à autonomia e fortalecimento emocional. “O Cero tem desenvolvido um trabalho essencial nesse sentido, utilizando diferentes ferramentas para promover qualidade de vida e inclusão social aos pacientes”, ressaltou.

O projeto é realizado pela artista visual Silvia Feliciano, bacharel em Belas Artes pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com mais de 30 anos de atuação na área artística e pesquisas voltadas à relação entre arte, corpo e expressão sensível.

A produção executiva é assinada por Taiane Sales, licenciada em Teatro pela Universidade Federal de Rondônia (Unir) e pós-graduada em Produção Cultural, Arte e Entretenimento, com atuação nas áreas de produção cultural, comunicação e artes cênicas.

A coordenadora do Cero, Andréia Zulke, ressaltou a importância da iniciativa. “É emocionante ver o talento e a sensibilidade desses pacientes sendo reconhecidos e compartilhados com a sociedade. A exposição soma aos esforços terapêuticos ao valorizar as singularidades de cada paciente, com foco no bem-estar”.

Secom 

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