O Brasil já registrou oito casos de hantavírus apenas no ano de 2026, de acordo com levantamento feito pelo Metrópoles. O Ministério da Saúde confirmou sete registros e um oitavo caso foi atestado pela Secretaria de Saúde do Paraná. O governo federal afirmou que o risco global de disseminação do hantavírus permanece baixo
Confira onde os casos foram registrados:
Dois registros em Minas Gerais;
Dois registros no Rio Grande do Sul;
Dois registros no Paraná (um confirmado pelo Ministério da Saúde e dois pela Secretária de Saúde do Estado);
Um registro em Santa Catarina;
Um registro sem unidade da Federação identificada.
Em nota, o Ministério da Saúde informou que não há registro da circulação do genótipo Andes no Brasil, variante relacionada ao episódio raro de transmissão interpessoal registrados na Argentina e no Chile, e que está em circulação no navio. Até o momento, o Brasil identificou nove genótipos de Orthohantavírus em roedores silvestres e os casos humanos no país não apresentam transmissão entre pessoas.
No Paraná, os casos confirmados envolvem um homem de 34 anos, morador de Pérola d’Oeste, e uma mulher de 28 anos, residente em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. Outros 11 casos são investigados no Paraná, que já descartou outras 21 suspeitas.
Casos de hantavírus em cruzeiro
A confirmação dos casos no Brasil ocorre em meio a um alerta internacional recente, após a Organização Mundial da Saúde relatar mortes associadas ao vírus no cruzeiro MV Hondius, que partiu da Argentina com destino a Cabo Verde.
Ao menos três pessoas morreram durante a viagem, o que aumentou a atenção global sobre a doença.
O ministro da Saúde da África do Sul, Aaron Motsoaledi, afirmou, nessa quinta-feira (6/5), que exames indicam que a contaminação por hantavírus de um dos passageiros que estava no cruzeiro MV Hondius foi pela cepa “Andes”, a única que tem transmissão entre humanos.
O que é o hantavírus
O hantavírus é uma doença respiratória rara. A principal via de transmissão é por meio de contato com excreções (urina, fezes, saliva) de roedores silvestres ou superfícies contaminadas. Mas, embora rara, a transmissão entre pessoas foi relatada com o vírus em contatos próximos e prolongados.
O período de incubação é de, geralmente, duas a quatro semanas. Os sintomas iniciais são febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios e problemas gastrointestinais. Mas pode evoluir para dificuldade respiratória e hipotensão.
Não existem vacinas ou tratamentos específicos. A sobrevida aumenta com o suporte médico precoce e internação em UTIs. O risco global é atualmente avaliado pela OMS como baixo, embora dependa de fatores ecológicos que afetam as populações de roedores.
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