Cerca de 150 trabalhadores foram mobilizados pela Prefeitura de Porto Velho para uma missão muito especial: realizar um mutirão de limpeza e manutenção no histórico Cemitério da Vila Candelária. O trabalho acontece em preparação para o Dia das Mães, no próximo domingo (10), uma das datas mais sensíveis e de maior movimentação nos cemitérios da capital de Rondônia.
Divididos em equipes, os trabalhadores executam serviços de roçagem, varrição, lavagem e limpeza das áreas internas e dos acessos, entre outros. O objetivo do trabalho que está sendo realizado de forma intensiva, é oferecer um ambiente mais acolhedor, organizado e digno para as famílias que prestarão homenagens às mães que já se foram.
“Mais do que um espaço de despedidas, o Cemitério da Vila Candelária carrega uma forte ligação com as origens de Porto Velho”, disse o secretário-executivo da Seinfra, Giovanni Marini.
O prefeito Léo Moraes destacou a importância da ação. “Estamos cuidando de um espaço que guarda a história da nossa cidade e, ao mesmo tempo, acolhe famílias em um momento de saudade. Nosso compromisso é garantir respeito, dignidade e preservação desse patrimônio”.
HISTÓRIA

Localizado na antiga Vila Candelária, um dos primeiros núcleos de ocupação da região na época, o cemitério foi construído no início do século XX e está conectado ao período de construção da lendária Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.
No local ‘repousam’ os restos mortais de homens e mulheres vindos de diferentes partes do Brasil e do mundo (cerca de 20 a 40 países), que ajudaram a construir não apenas a ferrovia, mas também os primeiros traços de um pequeno povoado que se tornou a cidade de Porto Velho.
Entre eles, estão gregos, ingleses, espanhóis, indianos, bolivianos e norte-americanos, muitos dos quais não resistiram às condições adversas da época, especialmente às doenças tropicais como a malária.
“O Cemitério da Candelária, portanto, não é apenas um campo de memória individual, mas acima de tudo um grande marco coletivo da formação da nossa capital. Cada sepultura guarda um fragmento dessa história, que atravessa o tempo e permanece viva na nossa identidade”, acrescentou Marini.
Disse ainda que o mutirão representa o cuidado com esse patrimônio afetivo e histórico, preparando o ambiente para receber visitantes em um momento de reflexão, homenagem e reencontro com a memória daqueles que partiram, mas seguem presentes na história de Porto Velho.
Secom




