Quase dois anos após um crime bárbaro ocorrido durante uma festa de aniversário em Itapuã do Oeste, José Alves de Barros foi condenado a 14 anos de prisão em regime inicialmente fechado por matar o próprio genro, Francisco Soares Alves, com um tiro de rifle e várias coronhadas.
A sentença foi proferida pelo 1º Tribunal do Júri da Comarca de Porto Velho. O Conselho de Sentença reconheceu, por maioria de votos, que o réu cometeu homicídio qualificado mediante meio cruel e utilizando recurso que dificultou a defesa da vítima.
Conforme os autos do processo, o crime aconteceu na noite de 16 de junho de 2024, no km 93 da BR-364, em Itapuã do Oeste.
Segundo a investigação, José Alves de Barros comemorava o próprio aniversário em casa e conversava de forma descontraída com o genro. Em determinado momento, porém, ficou descontente com uma fala da vítima, entrou em um quarto, pegou um rifle e atirou contra Francisco Soares Alves. Após o disparo, o réu ainda agrediu o genro com diversas coronhadas na cabeça.
Os jurados absolveram José Alves de Barros da acusação de ocultação de cadáver. A denúncia apontava que, depois do homicídio, ele teria amarrado uma corda no pescoço da vítima e arrastado o corpo até um rio, mas essa acusação não foi mantida na condenação final.
RONDONIAGORA
