O Ministério Público de Rondônia (MPRO) participou do evento “Mulheres na Administração Pública”, promovido pelo Comitê de Equidade de Gênero, Raça, Etnia e Valorização das Trabalhadoras do SUS de Rondônia, na quarta-feira (29/4), no auditório do edifício-sede da instituição, em Porto Velho. O objetivo do encontro foi criar um espaço de diálogo e fortalecimento da atuação das mulheres em cargos de gestão, decisão e liderança no setor público.
A iniciativa reuniu gestoras, servidoras e representantes institucionais do MPRO, da área da saúde e de outros órgãos públicos. O encontro ocorreu por meio de rodas de conversa, com trocas de experiências e relatos sobre desafios e caminhos para ampliar a participação feminina na administração pública.
Participaram da mesa de abertura a presidente da Comissão de Equidade de Gênero, Raça, Diversidade e Inclusão e Chefe de Gabinete da Procuradoria-Geral de Justiça do MPRO, Flávia Barbosa Shimizu Mazzini; a presidente do Comitê de Equidade do Sistema Único de Saúde (SUS), Clarissa Morais; a diretora do Instituto de Educação em Saúde Pública (IESPRO), Marcela Milrea; a secretária executiva da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Roselaine de Souza; a representante da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) do Ministério da Saúde, Bianca Lopes e a representante do Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC), Tainah Mota.
Em sua fala, a promotora de Justiça Flávia Shimizu destacou a relevância simbólica e prática do encontro ao ressaltar a presença feminina nos espaços de decisão. Para ela, a roda de conversa representa mais do que um evento institucional, fala de presença feminina na administração pública e evidencia, de forma concreta, a atuação das mulheres, especialmente na saúde pública, área em que elas estão majoritariamente na linha de frente. Segundo a promotora, falar de mulheres na saúde é falar de cuidado, entendido como trabalho técnico, gestão de crises e tomada de decisão.
Flávia Shimizu também chamou atenção para o valor de características historicamente associadas às mulheres, como empatia e sensibilidade, no contexto da gestão pública. Para a promotora, essas qualidades são competências essenciais e ganham força quando aliadas à técnica e à responsabilidade. Ela afirmou que “a administração pública precisa de eficiência, planejamento e resultados, mas também e sobretudo precisa de humanidade”, e reforçou que encontros como esse permitem que trajetórias femininas sejam reconhecidas, ao lembrar que diversidade, equidade e presença feminina em espaços de decisão não são concessões, são condições para uma gestão pública mais justa, mais inteligente e mais conectada com a sociedade.
Durante esse momento, foi realizada a leitura e assinatura da Carta Compromisso, apresentada por Clarissa Morais. O documento reforça o compromisso das instituições com ações voltadas à equidade, ao respeito e à valorização das mulheres no serviço público.
Mulheres na saúde pública
A primeira roda de conversa teve como tema “Mulheres na Saúde Pública” e foi mediada por Luciene Almeida. O diálogo reuniu Mariana Bragança, médica infectologista e ex-secretária adjunta da Sesau; Sandra Petillo, secretária municipal de saúde de Porto Velho; Mara Bastos, coordenadora de enfermagem do Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II; e Carina Almeida, enfermeira da mesma unidade.
As participantes compartilharam experiências sobre a presença feminina na gestão da saúde, os desafios do dia a dia e a necessidade de ambientes de trabalho mais equilibrados. Os relatos abordaram liderança, valorização profissional e enfrentamento à violência no serviço público.
Mulheres na gestão pública
A segunda roda de conversa, “Mulheres na Gestão Pública”, foi mediada por Izabela Lima. Participaram Nair Ortega, procuradora do Detran; Etelvina Rocha, ouvidora-adjunta da Ouvidoria Geral do Estado; Karen Diogo, representante do movimento social Comunidade Cidadã Livre (Comcil); e Miria Nascimento, juíza de direito e integrante de Comitê Interinstitucional Gestor da Política de Equidade de Gênero, Raça e Diversidade.
As discussões trataram da presença feminina em cargos de decisão, do acesso a espaços de poder e da construção de políticas públicas voltadas à igualdade de oportunidades. As falas destacaram a importância do trabalho conjunto entre instituições e sociedade.
No encerramento, as organizadoras destacaram que o evento buscou fortalecer a participação das mulheres nos processos de decisão e incentivar práticas institucionais alinhadas à equidade. A proposta é que os debates realizados contribuam para ações permanentes no âmbito da administração pública.
Gerência de Comunicação Integrada (GCI)
