Não são só os motoristas e donos de transportadoras que trafegam pela BR-364 e pagam o maior pedágio do Brasil que estão sentindo os efeitos da cobrança instituída neste ano, na rodovia. O comércio de Porto Velho e as clínicas médicas também entram na lista dos reclamantes da cobrança do pedágio e já sentem no dia a dia a redução do movimento.
No comércio, a falta dos clientes é sentida de restaurantes à loja de roupas e departamentos. Nos Hipermercados, a falta de compradores de outros municípios tem sido identificadas nas últimas semanas e a resposta comum apontam para reflexo à cobrança do pedágio.

Outro setor que tem sentido a falta dos clientes do interior é o da área de clínicas médicas e odontológicas. Donos de clínicas relatam preocupação com o número de cancelamentos de consultas e retornos de pacientes de cidades do do interior. “Nas últimas semanas temos recebidos pedidos de cancelamentos de consultas de clientes que eram frequentes na clínica. Pacientes em tratamento contínuo também estão tendo dificuldades para vir a Porto Velho e a justificativa unânime é o preço do pedágio”, disse o proprietário de uma clínica médica popular da capital.
Na mesma linha de reclamação, as clínicas de odontologia manifestam preocupação com o atual momento. Há relatos de redução de até 40% do movimento no mês de fevereiro, sem perspectivas para o mês de março e seguintes. “Não sabemos o que fazer. Mais da metade dos nossos clientes são do interior e a maior parte deles são de municípios localizados na faixa de cobrança de pedágio da BR 364. O aumento no preço dos combustíveis, da alimentação e a cobrança de pedágio elevaram os custos dos pacientes que estão desistindo de procurar serviços na capital. E a situação tende a piorar”, alerta um diretor de clínica dentária.



A discussão sobre o valor do pedágio que vem sendo cobrado na BR 364 também preocupa lojistas instalados no Porto Velho Shopping. A redução de clientes no maior centro comercial da capital é visível, especialmente nos dias se semana. Lojas vazias, praça de alimentação com pouca gente e volume de vendas abaixo da média para o período. Donos de quiosques localizados nos dois pisos do centro de compras já enfrentam dificuldades com a baixa no movimento, assim como lojistas que não pertencem à redes nacionais, que também demonstram preocupação com o futuro. “Temos um custo fixo muito alto aqui e dependemos do movimento do shopping. O Porto Velho Shopping é um atrativo para a população do interior e nestes dois últimos meses, temos visto que o povo do interior tá diminuindo e a explicação para isso é o valor do pedágio, com certeza, disse a gerente de uma loja de roupas de marca, localizada no segundo piso do Shopping.


