DRAMA
O drama vivido pelo senhor Marivaldo, trabalhador da Rodão Motos, revela um problema que muitos pacientes enfrentam diariamente no sistema público de saúde em Porto Velho.
ESPERA
Após esperar dez meses por uma consulta com oftalmologista na Policlínica Oswaldo Cruz, ele finalmente chegou à semana em que seria atendido.
DECEPÇÃO
Porém, sem qualquer aviso prévio, recebeu a notícia de que a consulta havia sido simplesmente cancelada.
SEM EXPLICAÇÃO
O mais revoltante não foi apenas o cancelamento. Ao procurar explicações dentro da unidade de saúde, Marivaldo não encontrou nenhuma justificativa clara, nem previsão imediata para uma nova consulta.
POUCA IMPORTÂNCIA
A orientação foi apenas uma: remarcar e aguardar novamente, possivelmente por mais alguns meses.
EFEITO
Para quem depende exclusivamente do sistema público, situações como essa não são apenas um transtorno administrativo — são um risco real à saúde.
DIABETES
Marivaldo é diabético e relata que sua glicemia frequentemente oscila entre 300 e 400, níveis extremamente preocupantes.

ATENÇÃO
Pacientes com diabetes precisam de acompanhamento oftalmológico constante porque a doença pode causar complicações graves na visão.
RISCO
Um dos problemas que aparecem é a Retinopatia diabética, que pode levar à perda permanente da visão quando não diagnosticada e tratada a tempo.
RISCO 2
Nesse contexto, cancelar uma consulta aguardada por quase um ano não é apenas um erro burocrático.
SEM DIGNIDADE
Para o paciente, é a sensação de que sua saúde e sua dignidade valem muito pouco dentro de um sistema que deveria existir justamente para proteger quem mais precisa.
TUDO QUIETO
O que mais chama atenção nesse episódio é o silêncio administrativo. Ninguém soube explicar o motivo do cancelamento, ninguém apresentou uma solução imediata.
TUDO QUIETO 2
E, pior, ninguém demonstrou preocupação com o fato de que ali estava um paciente diabético temendo perder a visão.
ROTINA
Infelizmente, histórias como a de Marivaldo não são raras. Elas retratam uma realidade dura.
ROTINA 2
A de cidadãos que trabalham, pagam impostos e contribuem com a sociedade, mas que, quando precisam do serviço público de saúde, acabam tratados como se fossem apenas mais um número em uma fila interminável.
DIFERENÇA
Para quem tem plano de saúde ou condições financeiras, uma consulta cancelada pode ser resolvida rapidamente em um consultório particular.
RISCO IMINENTE
Para quem depende exclusivamente do SUS, porém, um cancelamento pode significar meses adicionais de espera, sofrimento e risco.
ESCLARECIMENTO
O caso de Marivaldo levanta uma pergunta incômoda que precisa ser respondida pelas autoridades de saúde de Porto Velho.
ESCLARECIMENTO 2
até quando pacientes que já enfrentam a dor da doença ainda terão que suportar o peso da negligência e da falta de respeito do próprio sistema que deveria cuidar deles?
OPINIÃO
O caso de Marivaldo escancara algo que muitos já sentem na pele: o pouco valor que o serviço público, muitas vezes, aparenta dar à vida de quem depende dele.
OPINIÃO 2
Não estamos falando de um simples “problema administrativo”. Estamos falando de um paciente diabético que aguardou dez meses por uma consulta oftalmológica e, quando finalmente chegaria sua vez, recebeu apenas um aviso frio de cancelamento — sem explicação, sem solução, sem respeito.
OPINIÃO 3
Diabetes não espera. A visão não espera. A saúde não pode ser tratada como um papel que se rasga e se joga fora.
OPINIÃO 4
Quando um paciente é orientado simplesmente a “remarcar e aguardar novamente”, o recado que fica é cruel: para o sistema, sua urgência pode esperar.
OPINIÃO 5
O SUS é uma das maiores conquistas sociais do país, mas episódios como esse mostram que, na prática, muitas vezes o cidadão mais humilde acaba tratado como apenas mais um número na fila.
OPINIÃO 6
E isso revolta. Porque quem depende do serviço público não está pedindo privilégio — está pedindo dignidade, respeito e o básico: atendimento quando a saúde está em risco
FRASE
Quando o poder público ignora o sofrimento do pobre, ele transforma a fila da saúde em um corredor de angústia e abandono.
Por ESPAÇO ABERTO RO