Sessões são rotineiramente transformadas em confusão pela falta de compromisso dos vereadores e a fraqueza de liderar o grupo por parte do presidente.
A Câmara de Vereadores de Porto Velho vive um dos piores momentos de sua história, e um dos principais motivos, além do despreparo de alguns vereadores, é a falta de pulso e da inexperiência do atual presidente Gedeão Negreiros para conduzir as reuniões e sessões, o que tem transformado a Câmara em um verdadeiro circo dos horrores.
Desde que assumiu o comando do legislativo municipal da capital, Gedeão se mantém alheio aos acontecimentos que estão transformando discussões de matérias que deveriam se manter no campo das ideias e das proposituras, em campos de batalhas e traições. É claro que os vereadores sem noção contribuem para que o circo se instale, mas a falta de uma postura de liderança do presidente, que vive mais ao telefone do que acompanhando as sessões e as discussões, verdadeiramente.

Em um legislativo sério, com condução firme, muitos vereadores já teriam sido acionados no Conselho de Ética e alguns, até expulsos do parlamento por agressão física ou pessoal, que podem se transformar em verdadeiras tragédias, visto que há relatos de vereador que tem participado das sessões com arma na cintura.
Por ter sido escolhido como candidato de última hora e eleito até “sem querer”, sem nenhuma experiência política, Gedeão mostra sua fraqueza nos seus próprios discursos e ações e os vereadores mais “espertinhos”, veem essa fragilidade do chefe do legislativo e tomam conta do parquinho. Fazendo uma alusão ao futebol, é igual uma decisão onde o árbitro escolhido é notadamente fraco e os jogadores tomam conta do jogo, fazendo o que querem, cometendo faltas graves e que e geralmente, tudo acaba em confusão.
Na sessão da última terça-feira, os vereadores Fernando Silva e Marcos Combate voltaram a se enfrentar num grave embate, com sérias acusações que atentam contra o decoro parlamentar e seriam dignos de julgamento em uma comissão de ética. Mas para isso, o próprio presidente da Câmara precisa adotar a ética de presidente e fazer valer o peso da sua cadeira e da sua caneta, impondo limites aos seus colegas de parlamento. Outros vereadores como Dr. Santana, Breno Mendes também já fizeram das suas e nada aconteceu, o que abre brecha para que o caos se instale.
A cada passada de pano que o presidente Gedeão concede aos “Nobres Pares” pelos seus inconvenientes legislativos sem uma justa punição, a Câmara de Vereadores se apequena diante da comunidade Rondoniense, que já vê o legislativo municipal com péssimos olhos, já de longa data.
O presidente da Câmara de Porto Velho vem de uma casta de políticos influentes no município e no estado, mas aparentemente, por ser um empresário que foi chamado de última hora para cobrir a vaga deixada pelo seu irmão que foi considerado inelegível Edwilson Negreiros (esse sim experiente, até demais), não consegue se posicionar.
Na sessão dos horrores desta terça-feira, ao invés de interferir para que cessassem as acusações mútuas, os impropérios ditos pelos brigões e o ataque físico, Gedeão simplesmente levantou da cadeira e foi para a sua sala, deixando a confusão rolar, demonstrando total desconhecimento das prerrogativas de presidente.
É necessário e urgente, que a Comissão de ética da Câmara de Vereadores de Porto Velho seja acionada para os vereadores Fernando Silva e Marcos Combate, que mais uma vez transformaram a sessão plenária em uma arena de conflitos, ferindo a ética legislativa, o decoro parlamentar e faltando com educação com a população que estava o presente para acompanhar a sessão, acreditando que veriam discussões de projetos e não lavação de roupas sujas de duas comadres recalcadas ou de dois ranhentos brigões e sem noção, como se estivessem na beira do rio.
Da Redação do DiárioRO