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Indígenas Cinta Larga se preparam para iniciar mineração na Reserva Roosevelt

Durante a visita, a equipe constatou um clima de expectativa, entusiasmo e esperança entre os indígenas

No último sábado (7), a equipe de reportagens formada pelo jornalista Fernando Pereira e pelo cinegrafista Tiago Rodrigues esteve na Aldeia Roosevelt, localizada dentro da Reserva Roosevelt, no município de Espigão do Oeste, na divisa entre Rondônia e o estado do Mato Grosso.

A visita teve como objetivo acompanhar de perto a realidade do povo Cinta Larga e ouvir as lideranças indígenas sobre os impactos da recente decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino. Por meio de uma Ação de Injunção, o ministro concedeu uma regulamentação provisória que autoriza os indígenas a exercerem o direito, previsto no artigo 231 da Constituição Federal, incisos 2º e 3º, de usufruírem da exploração mineral em seu território.

Durante a visita, a equipe constatou um clima de expectativa, entusiasmo e esperança entre os indígenas. Segundo as lideranças, os recursos provenientes da mineração — que deve ocorrer sob controle dos próprios Cinta Larga — poderão ser fundamentais para melhorar as condições das aldeias, especialmente nas áreas de saúde, educação, infraestrutura, produção sustentável e, sobretudo, na proteção do território.

A Reserva Roosevelt, historicamente, tem sido alvo de invasões ilegais, conflitos armados e episódios de violência que resultaram em mortes, além de constantes ameaças à cultura, à identidade e à segurança do povo Cinta Larga. A autorização para a exploração controlada dos minérios é vista pelas comunidades como um passo importante para fortalecer a autonomia indígena e ampliar a capacidade de vigilância e defesa da terra.

A decisão do STF beneficia tanto as aldeias localizadas no lado rondoniense quanto no lado mato-grossense da reserva, com autorização para exploração mineral limitada a até 1% do território, conforme estabelecido na decisão judicial.

Portal SGC

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