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BR-364 tem mais de 480 km em péssimas condições, aponta pesquisa da CNT

Privatizada pelo governo federal, por meio de um leilão realizado ano passado, a BR-364, principal rodovia que corta o Estado de Rondônia e única via de acesso terrestre dos estados do Acre e Amazonas ao Sul do Brasil, tem 485 quilômetros em péssimas condições. Os dados são da Pesquisa CNT de Rodovias realizada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) e apresenta em dezembro de 2025. No entanto, conforme apontou a mesma pesquisa, o estado geral da rodovia privatizada está em situação regular. Veja na íntegra a pesquisa.

O estudo concluiu, ainda, que existem 8 pontos críticos nas rodovias federais em Rondônia. No entanto, o trabalho não especifica quais são os pontos críticos e onde estão localizados. Em Rondônia, além da BR-364, existem mais duas rodovias federais: a BRs 421 (região do Guajará-Mirim) e 429 (região do Vale do Guaporé). Na 421, conforme o estudo, o pavimento está em condições ruim. Na 429,

A pesquisa da CNT fiscalizou 1.901 (1,7% do total pesquisado no Brasil) quilômetros de rodovias em Rondônia. Confira, na íntegra, o estado geral das rodovias federais no Estado de Rondônia.

1 – Estado Geral: 0,7% da extensão avaliada foram classificadas como Ótimo, 23,4% Bom, 61,8% Regular, 13,0% Ruim e 1,1% Péssimo.

2 – Pavimento: 16,8% da extensão avaliada foram classificadas como Ótimo, 3,7% Bom, 62,5% Regular, 14,4% Ruim e 2,6% Péssimo. 0,0%, está com o pavimento totalmente destruído.

3 – Sinalização: 2,3% da extensão avaliada foram classificadas como Ótimo, 32,1% Bom, 48,9% Regular, 9,3% Ruim e 7,4% Péssimo. 3,2% da extensão está sem faixa central e 7,1% não tem faixas laterais.

4 – Geometria da Via (traçado): 9,1% da extensão avaliada foram classificadas como Ótimo, 44,4% Bom, 26,5% Regular, 13,2% Ruim e 6,8% Péssimo. As pistas simples predominam em 96,6%. Falta acostamento em 29,9% dos trechos avaliados. 42,0 % dos trechos com curvas perigosas não têm sinalização.

5 – Pontos críticos: a Pesquisa identifica 8 no estado.

6 – Custo operacional: as condições do pavimento no estado geram um aumento de custo operacional do transporte de 38,1%. Isso se reflete na competitividade do Brasil e no preço dos produtos.

7 – Investimentos necessários: para recuperar as rodovias em Rondônia, com ações emergenciais (reconstrução e restauração) e manutenção, é necessário R$ 1,81 bilhão.

8 – Custo dos acidentes: o prejuízo gerado pelos acidentes foi de R$ 335,73 milhões em 2024. No mesmo ano (2024), o governo gastou R$ 89,66 milhões com obras de infraestrutura rodoviária de transporte.

9 – Meio ambiente: em 2025, estima-se que houve um consumo excessivo de 27,1 milhões de litros de diesel devido à má qualidade do pavimento da malha rodoviária no estado. Esse desperdício gerou um prejuízo R$ 155,65 milhões aos transportadores e uma emissão de 71,56 mil toneladas de gases de efeito estufa na atmosfera.

10 – Investimentos: do total de recursos autorizados pelo governo federal para infraestrutura rodoviária especificamente em Rondônia em 2025 (R$ 34,67 milhões), foram investidos R$ 19,51 milhões até novembro (56,3%).

Fonte: Redação Valor&MercadoRO

Texto: Marcelo Freire

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