A juíza da 2ª Vara de Garantias do Tribunal de Justiça de Rondônia, em Porto Velho, Pauliane Mezabarba, retificou no final da tarde de sexta-feira a decisão de afastamento do vereador Thiago Tezzari. Inicialmente a decisão de afastamento era de até 121 dias, mas com a nova decisão, o vereador deverá ficar afastado das suas funções parlamentares por 30 dias, a contar do dia da decisão, dia 14 de novembro.
O vereador está afastado das suas funções no legislativo porto-velhense desde a deflagração da operação Face Oculta, coordenada pelo Ministério Público por meio da 2ª Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco2), unidade integrante do Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (DECCO), com apoio do GAECO/MP, mas teria reassumido o mandato no último diz dez, por conta do fim do primeiro prazo de afastamento.
As investigações fazem parte do processo 7041900-75.2025.8.22.0001 que apura suspeitas de crimes de peculato e lavagem de capitais, especialmente na prática conhecida como “rachadinha”, consistente na apropriação de parte da remuneração de assessores parlamentares.
Na primeira fase da operação, o vereador teve cumprido mandado de Quebra do Sigilo Bancário, Quebra do Sigilo Telefônico, Busca e Apreensão de Bens em seu gabinete na Câmara de Vereadores e na sua residência. Na oportunidade, os policiais recolheram o telefone celular do vereador, que passou por perícia e aparentemente as informações encontradas no canal de comunicação teriam motivado o novo pedido de afastamento. Não foi expedido de prisão para nenhum dos investigados nem divulgado o conteúdo das informações encontradas no celular e nos equipamentos do vereador e dos outros investigados, apreendidos durante a primeira fase da operação.
Com a prorrogação do afastamento do vereador, Thiago Tezzari fica proibido acessar ou frequentar a Câmara Municipal de Porto Velho, praticar atos relacionados às suas funções e de manter contato com outros servidores e investigados.
Outro Lado
Em entrevistas concedidas ao longo do primeiro mês de afastamento, o vereador Thiago Tezzari se diz inocente das acusações, destacando se tratar de uma forma de perseguição política através de denúncia infundada feita por um ex-servidor de seu gabinete. Thiago Tezzari destaca ainda que esta não é a primeira vez em que é denunciado e que assim como das outras vezes, tem certeza de que será absolvido de todas as acusações.
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