As filmagens de Ibiã e o Boto chegaram ao fim, marcando o encerramento de
um projeto que une mitologia amazônica, poesia visual e o olhar sensível sobre
a vida ribeirinha em Rondônia. Realizado às margens do Rio Madeira, o vídeo-
arte recria a atmosfera mágica do Rio Jamari, cenário simbólico da narrativa, e
reafirma o potencial do audiovisual produzido na região Norte.
Com roteiro de João Leão e direção de Fabiano Barros e João Leão, a obra
acompanha a trajetória de Ibiã, um jovem sonhador que vive imerso na rotina
simples da roça, mas que deseja conhecer o mundo além das plantações e das
margens do rio. Inspirado pelas lendas do Jamari, especialmente a do boto
encantado, Ibiã expressa seu anseio por liberdade e acaba sendo conduzido a
uma jornada de transformação.
Nas águas do rio, ele segue o boto em um percurso repleto de descobertas,
onde realidade e imaginação se misturam. Ao atravessar florestas e paisagens
simbólicas, Ibiã aprende que a verdadeira liberdade está em escolher o próprio
caminho e manter viva a essência de suas origens.
O elenco é formado por Andressa Silva e Luis Eduardo, com música original de
Adson Nascimento, montagem de som de Anderson Benvindo, fotografia de
Neto Cavalcanti, montagem de Rafael Rogante, e produção de João Leão,
Rosivaldo Colares e Emily Lamrão. O vídeo-arte conta ainda com making of de
Gabrielly de Paula e Luiz Bentes, e é uma realização das produtoras JLeão
Produções e Conexão Norte.
Para João Leão, autor e codiretor do projeto, Ibiã e o Boto é uma metáfora
sobre o desejo de liberdade e o poder do imaginário amazônico. Queríamos
mostrar que as lendas não são apenas histórias antigas, mas refletem nossa
relação com o rio, com o tempo e com o sonho de seguir em frente.
Contemplado pelo EDITAL N° 01/2024 – SEJUCEL – Audiovisual – Bolsas para
Artes em Vídeo, Ibiã e o Boto será exibido gratuitamente em escolas e espaços
públicos durante o mês de novembro, ampliando o acesso à arte e fortalecendo
o diálogo entre cultura, identidade e território amazônico.
Ibiã e o Boto nasce como uma celebração da liberdade e da imaginação
popular — um vídeo-arte que transforma as lendas do Rio Jamari em poesia
visual e reafirma a força do cinema e da arte rondoniense em contar suas
próprias histórias.




Por Assessoria


