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Emboscada em área rural de Machadinho D’Oeste resulta na queima de caminhonete de empresa de segurança patrimonial

Uma emboscada registrada na noite do último sábado (11), por volta das 18h, resultou na destruição de uma caminhonete da empresa Proteção Máxima, que presta serviços de segurança patrimonial ao Grupo Digenio, em uma área rural de Machadinho D’Oeste (RO).

O ataque ocorreu na entrada da Linha LJ-25, região conhecida por constantes conflitos fundiários, e teve como alvo uma equipe de vigilantes da empresa.

De acordo com informações confirmadas pela Polícia Militar, os seguranças foram surpreendidos por um grupo de aproximadamente 15 a 20 homens armados, que bloquearam completamente a RO-133 utilizando uma Toyota Hilux e três carros de passeio, impedindo a passagem do veículo da Proteção Máxima. Em seguida, os criminosos passaram a efetuar diversos disparos de arma de fogo em direção à caminhonete.

Momentos antes do ataque, os vigilantes haviam localizado e apreendido duas motocicletas abandonadas dentro de uma área pertencente às Fazendas São Miguel e São Vicente, de propriedade do Grupo Digenio. As motos, possivelmente utilizadas por invasores, foram transportadas até o ponto onde, mais tarde, ocorreu a emboscada.

Durante o tiroteio, os seguranças precisaram abandonar o veículo e fugir em meio à mata, buscando abrigo. Um dos vigilantes foi socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal de Machadinho D’Oeste, reclamando de fortes dores no braço esquerdo.

Após a fuga, os criminosos atearam fogo na caminhonete, que foi completamente consumida pelas chamas. O caso reforça o clima de insegurança e tensão agrária que domina a região.

As autoridades investigam os responsáveis, que poderão responder por tentativa de homicídio qualificado (art. 121, §2º, c/c art. 14, II do CP), associação criminosa (art. 288), violação de domicílio (art. 150), dano qualificado (art. 163) e invasão de terras (art. 20 da Lei nº 4.947/66).

A região das fazendas do Grupo Digenio tem sido palco recorrente de invasões, confrontos e destruição de patrimônio, aumentando as tensões entre posseiros e proprietários rurais e exigindo maior atenção das forças de segurança do Estado.

Fonte: Jaru-Online

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