A Ação desenvolvida pela Draco, através do Ministério Público de Rondônia no gabinete do vereador Thiago Tezzari, por suposta prática dos crimes de associação criminosa, peculato e lavagem de dinheiro, envolvendo ainda 5 (cinco) assessores parlamentares, entre outros, pode ser o início de uma grande investigação que precisa ser feita para apurar os bastidores da polêmica da coleta de lixo bilionária de Porto Velho.
Tezzari é presidente da Comissão de Saneamento da Câmara Municipal e liderou movimentos para definição da empresa que vai operar a coleta e tratamento de lixo de Porto Velho, que entre reviravoltas, ações na justiça, discursos inflamados na Câmara Municipal, acabou ficando com a empresa que já presta o serviço há mais de 30 anos na capital.
A expectativa é de que, de posse do celular do vereador, a Polícia e o Ministério Público possam ter acesso à informações sobre o imbróglio jurídico e político, para apurar informações de bastidores sobre o posicionamento dos vereadores sobre o caso. Vale lembrar que ao longo da disputa, alguns vereadores mudaram de posição de uma hora para outra, deixando de apoiar a empresa A e passando a defender a empresa B.
Não há indícios de corrupção, mas já que o MP está com o celular do parlamentar, não custa dar uma “ouvidinha” e fazer uma leitura detalhada sobre as conversas sobre o tema, pois, sabemos que, onde há fumaça, sempre há uma brasinha querendo virar chamas e, se confirmarem as conversas de bastidores, muitos gabinetes podem ser fechados pela Draco nos próximos meses, transformando a prática de rachadinha em fichinha.




