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Casal ostentação: Vida de luxo à custa de dinheiro público e trabalho escravo

Dois trabalhadores venezuelanos colocados em uma aldeia indígena pela empresa Terra Forte foram resgatados em situação análoga à escravidão

A Terra Forte está quebrada, mas os donos são ricos, ostentam nas redes sociais e já estão com outra empresa para continuar saqueando os cofres públicos

Marcelo é proprietário da empresa Terra Forte, aquela que tem uma ata de registro de preço na Seduc, e que por conta disso pegou uma obra na aldeia Ricardo Franco, situada na Terra Indígena Rio Guaporé, em Guajará-Mirim (RO). Lá, o Ministério Público do Trabalho encontrou dois trabalhadores venezuelanos dormindo na própria obra, em um cômodo deteriorado, em colchões colocados em cima de carteiras escolares.

A Seduc pagou à Terra Forte pela construção de acomodações dignas aos trabalhadores, mas aparentemente Marcelo embolsou o dinheiro para manter a vida de luxo que ostenta junto com a esposa, enquanto aplica calote em funcionários. Ele é rico, mas aparentemente está acostumado a não pagar suas contas. Assim, simplesmente jogou os trabalhadores em um lugar insalubre enquanto ganhava dinheiro.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) elaborou um TAC para ser assinado pela Terra Forte, obrigando Marcelo a pagar o que deve aos venezuelanos. No documento são apontadas as irregularidades, sendo possível entender um pouco das falcatruas do empresário. Ele recebe dinheiro da Seduc para cumprir as obrigações sociais e pagar os funcionários, e aparentemente desvia uma parte.

Na prática a Terra Forte é uma empresa quebrada, que abandonou obras em diversas escolas, e por conta disso deve ser penalizada pela Seduc. Como aparentemente Marcelo desviou dinheiro da empresa para não pagar o que deve, provavelmente o MPT pedirá bloqueio de seus bens pessoais. Afinal, a empresa quebrou, mas ele está mais rico.

Paralelamente Marcelo abriu outra empresa, dessa vez em nome da esposa: a MM Serviços Especializados.

É bom lembrar que a ata de registro de preços da Terra Forte é legal. No papel está tudo lícito, mas na prática existia até trabalho análogo à escravidão.

Por: Almi Coelho / Alerta Rondônia

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