Isolado em Rondônia, senador do PL sustenta proposta impopular enquanto Confúcio anuncia voto contra e Bagattoli evita posição pública, abrindo flancos para 2026
ATUALIZADA ÀS 14H41 COM O POSICIONAMENTO DE JAIME BAGATTOLI CONTRA A PEC
Porto Velho, RO – Enquanto o Senado se mobiliza majoritariamente contra a chamada PEC da Blindagem, em Rondônia o cenário expõe diferenças claras entre os três representantes do estado. O levantamento do jornal O Globo mostra que Marcos Rogério (PL) foi o único a se declarar favorável ao texto, que exige autorização prévia do Congresso para abertura de processos criminais contra parlamentares no Supremo Tribunal Federal. O posicionamento o coloca na contramão da sociedade, que rejeita de forma contundente qualquer iniciativa que aumente privilégios e reduza a responsabilização de políticos.
Em contraste, Confúcio Moura (MDB) declarou voto contrário de maneira veemente, afirmando: “Não posso concordar com uma proposta que aumenta privilégios e dificulta que a Justiça atue contra parlamentares. No Senado, meu voto será contra. A política precisa de mais transparência e responsabilidade, não de blindagem.”
Já Jaime Bagattoli (PL) optou pelo silêncio, evitando se posicionar em um dos debates mais impopulares do Congresso. A postura contrasta com semanas atrás, quando, num rompante raro de coragem, chegou a ocupar a Mesa do Senado e afirmou que só deixaria o posto se o ministro Alexandre de Moraes fosse deposto. O surto foi desarmado rapidamente. Obrigado, acabou deixando a Mesa, e Moraes continua ministro. A ausência de honradez em assumir posição agora chama atenção justamente porque a população cobra clareza dos seus representantes.
A repercussão nacional reforça os riscos de quem insiste em defender a PEC. Deputados federais que ajudaram a aprovar o texto a toque de caixa na Câmara, diante da pressão social, voltaram atrás e chegaram a pedir desculpas públicas, reconhecendo que erraram. Isso levanta uma questão inevitável: Marcos Rogério terá maturidade suficiente para admitir o equívoco de apoiar uma medida vista como afronta à sociedade brasileira?
E, mais do que isso, conseguirá suportar a exploração desse tema por adversários nas eleições de 2026, quando pretende voltar ao Senado ou disputar o governo do estado? A resposta virá com o tempo, mas desde já a escolha de se alinhar a um projeto tão impopular será lembrada.
Enquanto isso, Confúcio se fortalece ao se colocar contra, em sintonia com a maioria dos senadores e da opinião pública, e Bagattoli enfraquece sua própria imagem ao se refugiar no muro.
O eleitor rondoniense já tem, portanto, elementos concretos para comparar a coragem, a conveniência e os riscos políticos assumidos por cada um.
Por: Redação | Rondônia Dinâmica


