Uma fraude que está cada dia mais comum no Brasil foi relatada em Ouro Preto. Por isso, a Prefeitura Municipal, em parceria com a 49ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Ouro Preto, torna público que criminosos estão se passando por advogados para extorquir dinheiro de vítimas, utilizando informações verdadeiras para dar credibilidade à ação. Os órgãos estão disponíveis para orientar as vítimas.
Os golpistas acessam dados públicos de processos judiciais para enganar as vítimas. Eles entram em contato, geralmente por aplicativos de mensagem, como o WhatsApp, e alegam que a vítima tem um valor a receber referente a um processo. Para tornar a abordagem mais convincente, enviam documentos falsificados, como cópias de sentenças ou tabelas de cálculo e até mesmo usam fotos de advogados reais.
O golpe se consuma quando os criminosos solicitam pagamentos antecipados para liberar os supostos valores. Eles pedem “custas judiciais”, “taxas de desbloqueio” ou “honorários”, exigindo urgência no pagamento, geralmente via PIX, para contas de pessoas físicas. Por vezes, também solicitam os dados bancários das vítimas e tentam invadir as contas por meio de links maliciosos.
Prevenção
Para prevenir danos, é recomendado que a vítima não realize pagamentos antecipados sem antes confirmar a autenticidade do contato. Advogados não solicitam depósitos via PIX para liberar valores de processos. Além disso, recomenda-se desconfiar de contatos inesperados que peçam urgência e usem linguagem excessivamente técnica, visto que os trâmites para liberação de valores na Justiça são burocráticos e podem ser demorados.
Outra instrução é entrar em contato diretamente com o seu advogado, por meios já conhecidos e seguros, como o número de telefone oficial do escritório ou presencialmente no endereço de atendimento. Pelo site confirmadv.oab.org.br, é possível consultar o número de registro do advogado e confirmar se ele de fato está entrando em contato.
Caso seja alvo da abordagem, a vítima deve registrar um boletim de ocorrência e, se possível, não apagar as mensagens ou documentos enviados pelos golpistas, pois eles podem servir como prova para uma investigação.
Texto: Samuel Almeida
Revisão: Victor Stutz
