Eventual responsabilização de David Almeida no descaso com áreas de risco em Manaus já é alvo de apuração no âmbito do Tribunal de Contas do Estado (TCE)
Manaus- Manaus virou um campo minado para quem é obrigado a morar próximo a áreas de risco. Em março deste ano, a comunidade Fazendinha, no bairro Alfredo Nascimento foi testemunha de uma tragédia que culminou com a morte da líder comunitária Sammya Costa Maciel, soterrada e morta por um barranco que caiu sobre ela quando tentava alertar moradores sobre riscos que corriam que permanecessem em suas casas naquele local em meio a uma forte chuva. O fato é apenas um exemplo e remete a outras tragédias ocorridas, de modo semelhante, em anos anteriores.
A responsabilidade de monitorar e evitar tragédias nestes locais é da Prefeitura de Manaus, ou seja, da gestão David Almeida. A reportagem do GRUPO DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (GDC) apurou, com dados do Portal da Transparência, da gestão municipal que falta de recursos não foi motivo da inércia da administração municipal.
Entre os programas implantados pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) durante o ano passado está o item ‘Rede de micro e macro drenagem’ que inclui a construção de estruturas de contenção para controlar a movimentação de solos, água ou rejeitos, prevenindo deslizamentos, erosão e inundações.
Para o programa, a Seminf gastou apenas 48,5% do valor orçado inicialmente. Em 2024, a secretaria fez dotação inicial (previsão de gastos) de R$ 113,6 milhões, no entanto, durante todo o ano passado, o órgão gastou R$ 55,1 milhões.
O GDC não encontrou no Portal da Transparência o quanto foi dotado e gasto em 2025. Eventual responsabilização do prefeito de Manaus, David Almeida, no descaso com áreas de risco em Manaus já é alvo de apuração no âmbito do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Em 28 de março, o Ministério Público de Contas (MPC) ingressou com uma representação no TCE para apurar responsabilidades da gestão do prefeito David Almeida, por meio da Defesa Civil do Município, e do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) por falta de ações preventivas e descasos com áreas de risco.
No documento consta que “omissão da Prefeitura de Manaus quanto à falta de estruturação mínima da Defesa Civil Municipal para a gestão preventiva e precautória de desastres naturais, que determinou a apresentação e divulgação de um Plano de Contingência de Proteção e Defesa Civil”.
Fonte: D24am.
