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Profesores estão sentado no chão na entrada da SEDUC.

A manhã desta terça-feira (19) foi marcada por tensão na sede da Secretaria de Estado da Educação (SEDUC), localizada no prédio do CPA, em Porto Velho. Professores e técnicos educacionais da rede estadual de ensino tentaram entrar no local para pressionar o governo por melhorias salariais e benefícios, o que resultou em empurrões e confusão na entrada. A segurança precisou intervir para conter os manifestantes.

Entre as principais reivindicações estão o aumento da gratificação por titulação (pós-graduação, mestrado e doutorado), a ampliação do auxílio-transporte para servidores que recebem até cinco salários mínimos e o reajuste do auxílio-alimentação, que, segundo os trabalhadores, está congelado há quase dez anos.

Em nota, a SEDUC afirmou que já apresentou uma proposta à Mesa Estadual de Negociação Permanente (MENP) e aos sindicatos que representam a categoria. O governo destacou medidas como o reajuste do auxílio-alimentação para R$ 500, a criação de um auxílio-transporte de R$ 200 para quem recebe até quatro salários mínimos, implantação dos benefícios a partir de setembro com retroativo a agosto, além da realização de concurso público unificado em 2025 e pagamento de abono em dezembro do mesmo ano.

Apesar disso, o SINTERO decidiu manter a greve  A entidade argumenta que as medidas propostas não contemplam plenamente as demandas da categoria, especialmente no que diz respeito à valorização da carreira e ao impacto do auxílio-alimentação, que, segundo os professores, ainda é insuficiente frente ao custo de vida.

O impasse segue sem solução e, com a paralisação às portas, mais de 170 mil alunos da rede estadual podem ter o calendário escolar comprometido. Enquanto o governo ressalta os avanços já concedidos nos últimos anos, os profissionais afirmam que as melhorias não acompanham as necessidades reais da categoria.

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