Segunda-feira, Março 9, 2026
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Cadeira inspirada em saberes indígenas torna partos mais rápidos e seguros em RO

Criada pela psicóloga Sônia Marini, a cadeira “Elisa” permite que gestantes adotem posições mais naturais e confortáveis durante o trabalho de parto.

Um equipamento simples, sem motores ou tecnologia embarcada, está mudando a forma como mulheres vivenciam o parto na rede pública de saúde de Porto Velho. Criada pela psicóloga Sônia Marini, a cadeira “Elisa” permite que gestantes adotem posições mais naturais e confortáveis durante o trabalho de parto, favorecendo a gravidade e respeitando os ritmos do corpo.

A inspiração para a criação da cadeira veio de uma combinação de vivências pessoais e referências culturais indígenas. Sônia via nos corredores da maternidade de Porto Velho a dificuldade de algumas mulheres em trabalho de parto e relembrava também o sofrimento envolvendo os partos da própria mãe.

“Percebi que faltava alguma coisa, daí eu lembrei da minha história, que a minha mãe teve os filhos de cócoras, mas também dos povos originários daqui, daí eu fui pesquisando os povos originários. Ela surge dessa necessidade. Eu queria deixar a mulher mais confortável”, explica a psicóloga.

A cadeira é construída com estrutura de ferro e alças de tecido impermeável, pensada para oferecer segurança e liberdade de movimento. Sem motores ou botões eletrônicos, ela permite que a mulher fique com os pés firmes no chão, podendo se levantar ou mudar de posição conforme a necessidade. O equipamento recebeu esse nome em homenagem ao primeiro bebê que nasceu através dele.

Mas como ela funciona? Ao permitir que a gestante adote posições verticalizadas, como a de cócoras, a cadeira ajuda a ampliar o canal pélvico e facilita a descida do bebê. Essa postura reduz a pressão sobre a região lombar, melhora a oxigenação e acelera a dilatação do colo do útero. Além disso, a liberdade de movimento ajuda a aliviar a dor e diminui a necessidade de intervenções médicas.

Por g1

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