Pais de alunos da rede pública em Machadinho D’Oeste denunciam as más condições da frota de ônibus escolares disponibilizada para transportar os alunos à escola e, preocupados com a segurança dos filhos, ameaçam não deixá-los irem à aula caso o problema não seja resolvido com urgência.
Um vídeo divulgado nas redes sociais, gravado por um pai de aluno de apelido Bigode de Ouro, mostra as más condições dos ônibus do transporte escolar no município.
Segundo ele, todos os ônibus escolares estão deteriorados, que ele descreveu como “bombas rodantes”. “O contrato com a empresa emergencial já acabou e nada foi feito e a situação desses ônibus, que carrega nossos filhos no município de Machadinho. A gente, pais, já fomos no Detran e nada foi feito, fomos no MP e nada foi feito, fomos na Ouvidoria Pública e nada foi feito, fomos na Secretaria de Educação e nada foi feito. Eu não vou colocar meus filhos para rodar nessas bombas rodantes, a risco de perder a vida a qualquer momento. E não é uma criança só, são várias, porque os ônibus são tudo lotados. É melhor uma criança perder um ano letivo do que perder a vida numa bomba rodante dessas aí, sem direção, sem pneus, sem sinalização, sem cinto. Um ano letivo não é nada, agora, dois minutos, cinco minutos dentro de um ônibus pegando fogo, isso é uma eternidade. E se pegar fogo em cima de uma ponte, descendo um morro, subindo um morro, o que vai ser de nossas crianças?”, declarou ele.
Uma mãe de aluno que também entrou em contato com o site Anoticiamais denunciou o caso dos ônibus escolares que transportam alunos de Machadinho, além de alunos de Vale do Anari que estudam nas escolas públicas estaduais do município vizinho. “A questão nossa é que os nossos ônibus escolares estão em situação de calamidade, rodando totalmente ilegal. Já teve três ônibus que pegaram fogo, inclusive um deles com alunos dentro, mas que foram retiradas, não foi nada grave. Porém os ônibus que não pegaram fogo estão dando curto circuito, outros estourando pneus, os pneus estão horríveis, não tem como rodar ou então estão sem freio. É uma situação de calamidade pública mesmo. A gente está pedindo socorro. Inclusive já acionamos o Conselho Tutelar, o Ministério Público, o que tinha para fazer já fomos atrás. E por fim decidimos que nossos filhos não vão estudar enquanto eles não colocar ônibus para transportar nossos filhos, porque o que eles estão colocando aí não são ônibus, são bombas relógio carregando crianças”, declarou ela, que fez um apelo às autoridades competentes que resolvam com urgência o problema para que os alunos voltem a estudar com segurança e não percam o ano letivo.
Fonte: Anoticiamais
