Rotatividade de servidores na administração demonstra fragilidade política e pouca eficiência administrativa nestes três primeiros meses.
Ao priorizar a eleição do irmão Paulo Moraes Junior à Assembleia Legislativa em 2026, o prefeito Léo Moraes não consegue construir um grupo coeso grupo para administrar a Porto Velho. Entrando no quarto mês de gestão, falta servidor em quase todas as secretarias do município e muitos serviços da população estão deixando de ser executados ou estão sendo executados de forma morosa, com prejuízo para a população.
O que se constata pelo Diário Oficial do Município é a grande rotatividade de pessoas que são contratadas e exoneradas num curto intervalo de tempo, o que demonstra um grave problema de gestão de pessoal da administração. Com essa grande rotatividade e falta de gente competente na administração municipal, os trabalhos das secretarias não têm sequência, pagamentos de fornecedores estão atrasados e a população já começa a reclamar.
A reclamação de algumas pessoas próximas ao prefeito Leo Moraes, que ajudaram na campanha eleitoral quando Léo Moraes prometeu mudanças, diz respeito à instabilidade política dentro da prefeitura, onde o preceito principal para a contratação e permanência no cargo, é o compromisso de trabalhar para a eleição de Paulo Moraes Junior na campanha de 2026, quando tentará chegar à Assembleia Legislativa.
Na eleição de 2024, apesar de todo o visível direcionamento do irmão que era candidato à prefeito, Paulo Moraes Jr. conseguiu apenas 1.023, ficando longe da possibilidade de eleição. Como todos sabem, a coligação do prefeito Leo Moraes não conseguiu eleger nenhum vereador, o que o deixou sem base política na Câmara Municipal.
Um exemplo deste isolamento político de Léo Moraes, apesar de estar com a máquina na mão, é a derrota acachapante no projeto sobre o afastamento da empresa que coleta o lixo urbano em Porto Velho. Dos 23 votos possíveis, apenas um vereador votou com o prefeito e teve uma abstenção, ocasionando uma derrota de 21 a 1, escancarando a fragilidade política do prefeito Léo Moraes, que não conseguiu convencer nem o seu líder do governo na Câmara, o vereador Breno Mendes a votar a favor do seu projeto.
Esta exigência de subordinação política ao irmão do prefeito tem afastado importantes lideranças que poderiam contribuir com a administração municipal, mas se sentem desconfortáveis com a situação. Já conhecido como prefeito Tik Tok, em referência aos vídeos que publica e da inércia administrativa nestes três primeiros meses, Léo Moraes terá que mudar a forma de trabalhar, priorizando mais as ações efetivas do que gravações promocionais para as redes sociais.
