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Juíza diz que nazistas foram tratados melhor que deportados dos EUA

A juíza Patricia Millett declarou que nazistas receberam tratamento melhor que imigrantes expulsos na gestão de Donald Trump

A juíza Patricia Millett, de um tribunal de apelações dos Estados Unidos, declarou durante um debate nesta segunda-feira (24/3) que nazistas receberam um tratamento melhor do que alguns imigrantes venezuelanos deportados durante o governo de Donald Trump.

“Havia aviões lotados de pessoas — não havia procedimentos em vigor para notificar as pessoas. Os nazistas receberam melhor tratamento sob a Lei dos Inimigos Estrangeiros do que aconteceu aqui”, afirmou.

A Lei de Inimigos Estrangeiros, a qual a juíza se refere, é uma lei que contabiliza mais de 200 anos e que concede ao presidente a autoridade de ordenar detenção e expulsão de cidadãos de países que estejam em guerra com os EUA. Desde 1789, foi utilizada somente três vezes na história norte-americana.

A magistrada Millett comparou as condições dos deportados venezuelanos aos nazistas que foram retirados dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial.

Segundo a juíza, os nazistas tiveram benefícios e receberam um tratamento mais digno do que os imigrantes expulsos da América do Norte, sob a política migratória da atual gestão Trump.

A fala ocorreu durante uma audiência, onde Patricia Millett questionou o advogado do governo, Drew Ensign, sobre a rapidez das deportações. Para a magistrada, os migrantes não tiveram tempo para contestar a alegação de que eram integrantes da gangue Tren de Aragua, antes de serem deportados para El Salvador.

“Bem, meritíssimo, certamente contestamos a analogia nazista”, respondeu Ensign. Millett ressaltou que as atitudes do líder norte-americano são sem precedentes.

Aproximadamente 200 venezuelanos foram enviados para El Salvador, onde estão detidos em uma prisão antiterrorismo. O governo de Trump desembolsou US$ 6 milhões ao governo salvadorenho pelo acordo.

James Boasberg, juíz responsável por suspender temporariamente as deportações, citou relatos de condições precárias no presídio, visando manter a suspensão

Fonte: Manuela de Moura / Metrópoles

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